Quinta, 21 Janeiro 2021 13:30

CPP #PelaVacinaJá: Manifesto em Defesa da Vida

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A Vacinação de professores é fundamental para garantir qualquer plano de retorno seguro às aulas


O CPP não abre mão da vacina aos profissionais da educação, uma vez que o secretário da Educação, Rossieli Sorares, insiste em abrir as escolas mesmo com a alta da transmissão da Covid-19. A diretoria do Centro do Professorado Paulista participa de Manifesto pela vacinação de todas as pessoas e em defesa dos serviços públicos, juntamente com outros 80 sindicatos, inclusive da categoria do quadro do magistério paulista (Apase, Apampesp, Apeoesp e Udemo).

A boa notícia é que já há vacinação dos profissionais da saúde no Brasil. A má notícia é que os hospitais da rede pública e privada estão com capacidade lotadas e alguns fecharam as portas e não recebem mais ninguém. O número de mortes pelo coronavírus em São Paulo teve um aumento de 34,1% nos 20 primeiros dias de janeiro, na comparação com o mesmo período de dezembro, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, gestão João Doria (PSDB).

O crescimento nas contaminações provocou também uma elevação na quantidade de pessoa internadas. A taxa de utilização de leitos estaduais de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) passou de 66,9% para 70,5%, na Grande São Paulo, e de 61,8% para 70%, no estado.

A prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), espera um aumento de casos e internações para a próxima semana, o que deve pressionar ainda mais o sistema de saúde da capital. Para o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, os efeitos das reuniões e aglomerações nas festas de fim de ano ainda terão um pico nos próximos dias.

O anúncio do governo do Estado pela volta às aulas em 1º de fevereiro esbarra na evidência de que a pandemia não enfraqueceu. Pelo contrário: a maior parte de São Paulo regride agora para a fase vermelha, com aceleração da transmissão do novo coronavírus. Os governos têm desconsiderado a atual situação da pandemia, com aumento significativo do número de casos, hospitalizações e mortes, e acenam com insistência com o retorno às aulas presenciais na Educação Básica.

É necessário que as decisões se pautem por critérios científicos, de saúde pública. O quadro pede que haja um efetivo fechamento, em especial frente às notícias de novas variantes do vírus já em circulação no Brasil. Vários países conciliaram a vacinação com o lockdown como medidas complementares de combate à propagação do vírus e da doença. Tais medidas são necessárias para a preservação de vidas.

O CPP tem plena convicção de que a vacina permitiria uma volta às aulas presenciais mais segura e efetiva.

Acesse aqui o manifesto na integra

LIMINAR GARANTE EDUCADORES EM GRUPO DE RISCO

É importante lembrar também que temos duas decisões judiciais que protegem professores enquanto permanecem os efeitos da pandemia. A primeira, obtida pela Federação e sindicatos integrantes, já em março do 2020, exclui os professores em grupos de risco (idade, portadores de comorbidade ou doenças crônicas) da participação em atividades presenciais. E também ainda está em vigor a liminar obtida em outubro que veda a convocação de para atividades presenciais de professores que vivam com pessoas em grupos de risco, incluindo idosos, grávidas ou parturientes.

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1 Comentário

  • Link do comentário Janeide de Ssousa Lucca Segunda, 25 Janeiro 2021 16:29 postado por Janeide de Ssousa Lucca

    Este manifesto se faz muito necessário. Parabenizo a iniciativa da CPP.

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