Quarta, 06 Fevereiro 2019 16:38

Theatro Municipal estreia a temporada de Óperas 2019

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Ópera O Barbeiro de Sevilha. Ópera O Barbeiro de Sevilha. Foto: Fabiana Stig

Estreia acontece no dia 14 de fevereiro.; Obra traz o famoso Fígaro... Fííígaro

 
A temporada lírica 2019 do Theatro Municipal de São Paulo estreia com uma das mais famosas óperas cômicas: O Barbeiro de Sevilha (Il barbiere di Siviglia), de Gioachino Rossini, sob a direção musical de Roberto Minczuk, cênica de Cleber Papa e figurinos e cenários assinados por José de Anchieta.  As récitas acontecem nos dias 14,15,16,19,20, e 21, às 20h, e no dia 17 às 18h.

A obra é divertida sem momentos de monotonia. Um dos trechos mais famosos, Fígaro... Fííígaro, é executado na primeira entrada do Barbeiro de Sevilha. A ária já foi parafraseada em desenhos animados, como o Pica-Pau.

No enredo, o Conde de Almaviva se apaixona por Rosina. Porém, a jovem tem um tutor, Dr. Bartolo, que a mantém presa dentro de casa, cercada por criados e músicos. Para se aproximar da amada, Almaviva passa a contar com a ajuda de Fígaro, que vende perucas para Rosina e faz o cabelo e a barba de Bartolo. A partir disso, surgem vários planos mirabolantes e hilários que divertem o público há mais de 200 anos.

O Barbeiro de Sevilha

A obra de Gioachino Rossini estreou em 1816. Com libreto do escritor italiano, Cesare Sterbini, é inspirada numa peça homônima do francês Pierre Beaumarchais. Esta ópera foi encenada no Municipal a última vez em 1995. Em mais de 100 anos, o palco histórico de São Paulo acumula cerca de 36 montagens.  De acordo com o maestro Roberto Minczuk, o sucesso mundial da obra se deve a sua leveza. Ele também aponta algumas características sobre a composição. “A música é virtuosística e impressiona com passagens técnicas rápidas, tanto na parte dos solistas, como da orquestra. Interessante que ele utiliza os instrumentos, trompa, flauta, clarinete, de uma forma vocal e as vozes de uma maneira instrumental quando ele quer o virtuosismo, a articulação e a excitação que a história pede”, completa Minczuk.

Para o programa Ópera Curta, da Secretaria de Cultura do Estado, o diretor cênico Cleber Papa já fez uma releitura de O Barbeiro de Sevilha. Um dos diferenciais da montagem no Theatro Municipal será uma nova roupagem para alguns personagens considerados “secundários”. “Não estamos reinventando a ópera, mas criando situações que se ajustam perfeitamente à maneira de contar a história proposta pelo compositor. Trouxe a minha versão das razões que levam o personagem Ambrogio ser tão sonolento e ampliei a presença cênica da Berta, uma criada que ganha outras dimensões no espetáculo”, acrescenta.

Ao todo, são 75 figurinos nesta produção. “Na questão do figurino não procurei me ater a 1890, 1870. Eu mesclei! Trouxe um pouco mais pra trás e avancei em algumas coisas pra não ficar preso a uma época. O Cleber queria algo mais despojado, criativo, inventivo. Muito embora, eu tenho os elementos básicos da época: as casacas, os gibões, os calções, sapatos”, explica Anchieta que assina o cenário e o figurino.

A produção em dois atos tem aproximadamente duas horas e 30 minutos.

Serviço:
O Barbeiro de Sevilha, de Gioacchino Rossini
Temporada: 14.02/15.02/16.02/17.02/19.02/20.02 e 21.02 [terça a sábado, às 20h. Domingo, às 18h]
Local: Theatro Municipal de São Paulo | Praça Ramos de Azevedo, s/nº
Ingresso: R$20,00 a R$120,00  [venda na bilheteria e site da Ingresso da Eventim]
Classificação: Livre (sugerido para maiores de 7 anos)
Duração: 2h30 | 2 atos

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