Segunda, 11 Março 2019 11:07

Professora lança livro sobre dificuldade de aprendizagem

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Construir caminhos pedagógicos de acordo com as particularidades de cada criança, adolescente ou jovem. Esse é um desafio para educadores que se propõem a resolver as dificuldades de aprendizagem à luz da filosofia da singularidade. E esse é o tema do livro da professora de Filosofia do Colégio Marista Asa Sul, Ana Bárbara Nascimento, que será lançado na próxima quinta-feira (14), às 19h, no Nauta Space (Casa Thomas Jefferson), em Brasília.

Em seu livro A Dificuldade de Aprendizagem à Luz da Filosofia da Singularidade, escrito em coautoria com Olavo Leopoldino da Silva Filho, Ana Bárbara explica a abordagem que acessa o ser humano não a partir de médias estatísticas que servem para determinar o que é ou não normal, mas que assumem a diferença, entendida como singularidade, como fundamento ontológico primário. “É a singularidade como aquilo que funda o humano como humano”, explica.

Trabalhar as singularidades dos jovens e aproveitá-las para desenvolvê-los como cidadãos e prepará-los para a vida é um grande desafio. “A escola deve receber as características do aluno e construir seu caminho pedagógico considerando tais características, que são o conteúdo de sua singularidade, a expressão dela. E não tentar enquadrá-los em um esquema pré-definido, um caminho único, que a média dos alunos irá percorrer”, explica Ana.

A professora conta que, em alguns momentos, já aplica a teoria em sala de aula. “Um aluno meu tem um diagnóstico extenso e desde o ano passado eu venho aproveitando as habilidades dele no campo do design e da computação gráfica na área de jogos para avaliá-lo. É o olhar sobre a singularidade dele. É o olhar a partir do que ele tem e não a partir do que o diagnóstico diz que ele não pode, não consegue ou não tem”, exemplifica Ana.

Os filósofos que reconhecem a singularidade são conhecidos como filósofos da diferença. Eles criticam paradigmas tradicionais, questionam discursos totalitários, a ciência positivista, o idealismo, e tudo o que tenta fazer dos seres humanos meras máquinas padronizadas. São favoráveis à diversidade e pluralidade de concepções e possibilidades, além de compreender a individualidade em um mundo em transformação, onde nada é definitivo.

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