Sexta, 03 Agosto 2018 10:41

Educador, compartilhe: vacina contra sarampo e paralisia até 31/8

Mônica de Araújo
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Campanha de vacinação já começou. Haverá ‘Dia D’ Extra com a abertura dos postos no sábado, 18 de agosto.

meta é vacinar 2,2 milhões de crianças de 1 a 5 anos incompletos


 

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo iniciou a campanha de vacinação contra paralisia infantil (poliomielite) e sarampo com um ‘Dia D’ em 4 de agosto.
 

Mais de 4 mil postos de vacinação fixos e cerca de 300 postos volantes estiveram abertos das 8 horas às 17 horas, para a vacinação de 2,2 milhões de crianças que integram a população-alvo da campanha, composta por crianças com idade entre um ano e cinco anos incompletos.
 

A meta é vacinar pelo menos 95% desse público. Não poderão ser vacinadas crianças imunodeprimidas, como aquelas submetidas a tratamento para leucemia e pacientes oncológicos.
 

A imunização deverá ocorrer com outro  ‘Dia D’ no sábado 18 de agosto. 
 

Mais de 35 mil profissionais estão mobilizados na campanha no Estado, com suporte de cerca de 3 mil veículos, entre carros, ônibus e barcos.
 

“Decidimos realizar dois ‘Dias D’ com a finalidade de facilitar que os pais e responsáveis levem as crianças aos postos de saúde. Nosso objetivo é elevar a cobertura vacinal contra poliomielite e sarampo entre as crianças entre um e cinco anos incompletos. As vacinas são seguras e é necessário ressaltar a importância da imunização, desmistificando que a vacina pode trazer malefícios”, ressalta diretora de Imunização da Secretaria, Helena Sato.
 

A Dra. Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria de Estado da  Saúde, referência  no assunto, explicou ao Portal CPP a importância da informação e da vacinação contra o sarampo e a paralisia infantil. "As pessoas que não estão adequadamente informadas, ou acham que a vacina não protege, ou que têm medo da reação, são vítimas das 'fake news'. Nada disso é real, nada disso é verdadeiro. Temos fatos concretos que garantem que vacinar é a saída para o controle dessas doenças”, alerta a Dra. Helena.
 

Confira os esclarecimentos na entrevista:
 

Portal CPP: Segundo o PNI (Programa Nacional de Imunizações), a cobertura vacinal de poliomielite em SP é de 70% e, de sarampo, 74,3%. Por que diminuiu tanto o número da vacinação contra essas doenças?

Dra. Helena: Na nossa avaliação, alguns pais, por não verem mais casos de paralisia infantil e nem de sarampo, acham que essas doenças não existem mais, então, não precisam vacinar seus filhos.
 

Qual a responsabilidade das fake news?

Temos observado que as “fake News” ora questionam a necessidade das crianças serem vacinadas; ora afirmam que vacina não é importante ou, ainda, que tem gente que toma vacina e mesmo assim fica doente. Tem pessoas que acreditam que vacina dá muita reação.  O conjunto dessas situações com certeza deve estar influenciando. No estado de São Paulo estaremos, neste segundo semestre, para avaliarmos os reais motivos dessas coberturas.
 

Quais os sintomas da pólio e do sarampo? Como essas doenças são transmitidas?

A transmissão do sarampo é feita pela via respiratória, de elevada infectividade. A grande característica são as manchas vermelhas pelo corpo acompanhadas de febre. Parte das pessoas infectadas poderão ter conjuntivite. Por que há grande preocupação para que esse vírus não retorne ao nosso país? Porque principalmente crianças, uma vez infectadas, poderão ter como principal e mais grave complicação a pneumonia - e, mais raramente, complicações neurológicas. Em relação à paralisia infantil, que é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito, atingindo geralmente membros inferiores, a transmissão ocorre pelo contato com as fezes, pela via fecal-oral (como saliva, tosse, espirro, mais frequentemente) ou objetos, alimentos e água contaminados com resíduos de doentes. 
 

Como é feita a imunização contra essas doenças?

O esquema vacinal do Calendário Nacional de Vacinação é composto por três doses da vacina inativada poliomielite (VIP), administradas aos dois, quatro e seis meses, sendo necessários dois reforços com a vacina oral poliomielite (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos de idade. A imunização contra o sarampo é feito por meio da vacina tríplice viral, que protege também contra rubéola e caxumba. O esquema vacinal é de uma dose aos 12 meses, com um reforço aos 15 meses por meio da aplicação da tetraviral, que inclui a imunização contra varicela.
 

Como o educador paulista pode contribuir para informar aos pais da importância da vacinação?

O educador paulista está muito perto das nossas crianças, grandes difusores de conhecimento para a família e, também, das ações de vacinação. Quero ressaltar que aqui, no Estado de São Paulo e no Brasil, estará sendo feita uma grande campanha nacional contra a paralisia infantil e contra o sarampo. Há pessoas que afirmam que há tanto tempo que não há casos de paralisia infantil, mas, infelizmente, há casos em três países no mundo: Afeganistão, Paquistão e Nigéria. Solicitamos, então, que comuniquem aos senhores pais que levem seus filhos, da faixa etária de 1 a 4 anos de idade, em qualquer posto de vacinação perto de sua casa. A campanha no Estado de São Paulo terá início agora, neste sábado, 4 de agosto, e se estenderá até 31 de agosto. Teremos mais um sábado, 18 de agosto. Trabalharemos para que nestes dois sábados facilitem os senhores pais levarem seus filhos ao posto de saúde. Durante a semana a vacinação será realizada. Repetindo: para todas as crianças entre 1 e 4 anos de idade. As crianças receberão a gotinha, que é vacina da pólio, e a vacina contra o sarampo. O educador tem um papel fundamental, não apenas para falar da importância da vacina, mas reforçar, também, a importância desta grande campanha que será realizada.
 

Qual a incidência da paralisia infantil e do sarampo em SP? 

A paralisia infantil está eliminada no Estado de São Paulo desde 1988, quando houve o último caso, no município de Teodoro Sampaio. A circulação endêmica de sarampo foi interrompida em São Paulo em 2000 e não há casos autóctones. A última epidemia foi em 1997, quando tivemos cerca de 20 mil casos de sarampo. O último caso de paralisia infantil no estado de São Paulo foi em 1999, há trinta anos. Casos esporádicos ocorreram eventualmente desde então, relacionados à importação do vírus de várias regiões do mundo onde ainda o controle da doença não foi atingido. Em 2018, por exemplo, São Paulo registra dois casos confirmados, importados da Ásia Ocidental e do Rio de Janeiro. Ambas são doenças de notificação compulsória, conforme diretriz do Ministério da Saúde. Por isso, a vacinação é fundamental para eliminarmos os riscos da circulação destas doenças no Estado de São Paulo. Esperamos, com os dois Dias D, atingir a meta de 95% de vacinados.

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