Sexta, 11 Agosto 2017 15:30

Contra pobreza, ONG investe em ciências nas escolas públicas

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Perguntada sobre qual carreira deseja seguir, a aluna de 2º ano do Ensino Médio Giovanna Manso é clara: “Química ou Bioquímica, porque sempre que temos alguma experiência, eu peço para fazer. Gosto muito dos projetos, e é divertido entender o passo a passo de como se chegou a um resultado científico”.
 

Estudante da Escola Estadual Major Arcy, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, a garota de 15 anos chama a atenção pelo interesse na carreira científica, mas não surpreende o professor Emiliano Alvarez, que oferece a disciplina Práticas de Ciência, além de Física e Química.
 

— O ensino em ciência no Brasil é um gargalo, mas aqui eu tenho casos como da Giovanna, que quer fazer química. Em outra escola onde eu dava aula, não tinha relatos de alunos que queriam fazer química, física. Aqui [na Major Darcy] os casos de alunos que têm como projeto de vida seguir por essas áreas é bastante grande, o que me dá orgulho.

 

O que diferencia a antiga escola do professor Emiliano e a Major Darcy é a aplicação, nesta, do conceito Stem, que visa desenvolver o ensino de ciências, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) com o uso de experiências práticas. O conceito, conhecido por educadores no mundo inteiro, vem sendo desenvolvido no Brasil com o auxílio da ONG norte-americana Worldfund, e seu programa Stem Brasil.

 

Criado em 2009 e aplicado inicialmente em Pernambuco, o programa chegou em 2017 há 15 estados do País, do Rio Grande do Sul ao Acre, incluindo São Paulo, desde 2016, e a escola da Giovanna, que há três anos trabalha com ensino integral.

 

Se no começo houve resistência por parte dos governos, hoje o programa conta com 4.058 professores participantes, formados em Física, Química, Biologia e Matemática, e a fundação estima em 458.178 o número de alunos influenciados por meio da parceria feita entre Stem Brasil e secretarias estaduais de educação, responsáveis pelo ensino médio.

 

“Uma ideia que há desde o início é quebrar o ciclo de pobreza por meio de uma educação de qualidade”, afirma Marcos Paim, diretor do programa Stem Brasil. O site da fundação usa como modelo a Coreia do Sul, que até os anos 1950 tinha níveis educacionais, de industrialização e IDH semelhantes ao do Brasil, e hoje possui índice de desenvolvimento humano semelhante ao do Japão. O Brasil, 79º no ranking, tem índice similar ao da Bósnia e Herzegovina.

 

Fonte: R7

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