Segunda, 12 Março 2018 09:59

Diretores e supervisores da rede estadual têm aumento de 7%

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O Centro do Professorado Paulista incansavelmente insistiu no reajuste de 7% aos diretores e supervisores, especialmente na Alesp

 

Neste domingo (11), o governador Geraldo Alckmin anunciou o reajuste em 7% do piso salarial dos diretores e supervisores ativos do quadro de magistério da rede estadual de ensino. O projeto de lei será encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) para aprovação e aplica-se também para os aposentados.
 

O reajuste será retroativo a 1º de fevereiro. Com a medida, o salário base de diretores e supervisores que atuam nas mais de cinco mil escolas da rede estadual de ensino passará a ser 7% superior.
 

Em São Paulo, o salário base de outros servidores que atuam em Educação ainda aumentará em 3,5%. Medida também inclui servidores aposentados.
 

BENEFÍCIOS

O salário-base dos professores em São Paulo é acrescido de benefícios, de acordo com as faixas e níveis da carreira, quinquênio, além de bônus por merecimento, pago anualmente de acordo com avanço do ensino nas escolas estaduais. Além do aumento do salário, o governador assinou um decreto que acresce em 50% o valor do auxílio alimentação dos servidores públicos que ganham até R$ 3.777,90. Com o aumento, o benefício passa de R$ 8 para R$ 12.
 

Fonte: Governo de São Paulo

13 comentários

  • Link do comentário Wagner Quarta, 21 Março 2018 15:05 postado por Wagner

    Aproveito para deixar um desabafo...

    Não bastassem todos os percalços que devemos enfrentar na carreira de professor, como salários incompatíveis com a formação, condições de trabalho inadequadas, sucateamento de prédios e falta de materiais, existem problemas ocultos aos olhos de muitas pessoas, principalmente aquelas não relacionadas à educação, as quais não fazem ideia de muitos outros problemas que enfrentamos cotidianamente. Dessa vez, gostaria de me referir à omissão por parte da gestão escolar. O que fazer quando não temos respaldo às nossas solicitações ou problemas enfrentados? O que fazer quando a gestão simplesmente abaixa a cabeça para os pais, permitindo que os alunos fiquem livres para agirem como bem entenderem? O que fazer quando essa permissividade chega a um ponto onde os alunos sentem-se livres para desafiarem os professores, desrespeitando-os e não acatando simplesmente nenhuma orientação? Seria a única solução abaixar a cabeça também e torcer para que não aconteça nada grave dentro da unidade escolar? Seria a única solução conviver com uma atitude de “fazer o seu melhor” e pensar que “quem quiser que aprenda”?

    Por que há tanta diferença entre algumas escolas? Por que em algumas escolas temos ótimos trabalhos, disciplina, respaldo por parte da gestão e até solicitações atendidas dentro das possibilidades? Tudo isso é medo de perder o cargo quando se é designado ou de se indispor com os membros da diretoria de ensino quando se é efetivo? Quais as verdadeiras vantagens de ser um diretor de escola com um salário tão baixo e incompatível não só com a formação, mas também com o cargo? Muitos diretores aparecem constantemente com o mesmo discurso: “se eu puder voltar para a sala, eu volto”. Então, por que não voltam? Ou como se diz popularmente, por que “não largam o osso”?

    Eu, particularmente, já estou farto de muitas coisas que acontecem no âmbito da gestão, pois nesse ano de 2018 que mal começou, já compartilhamos uma situação onde um aluno considerado “santo” pelos pais teve a pachorra de enfrentar uma professora dizendo que se ela o levasse para a diretoria, quem levaria a bronca seria ela. Os pais desse aluno já foram constantemente chamados e o que se sabe é que, desde o 1º ano, o aluno apresenta problemas de indisciplina e falta de respeito para com colegas e funcionários, além de outras professoras. Os pais protegem o filho, óbvio, mesmo sendo chamados por várias vezes. A direção, além de “passar a mão na cabeça” de todos, como sempre, irritada com a presença dos pais desse aluno, fez gerar o enfrentamento descrito anteriormente. A direção nunca quer se indispor com os pais. Aliás, com NENHUM responsável legal dos alunos. Se algum responsável tem alguma reclamação a fazer, comunicam à gestão, mas a gestão nunca comunica aos professores e funcionários. Simplesmente jogam tudo “embaixo de um tapete” e ocasionam esse enfrentamento, deixando os professores sem qualquer respaldo. Indisciplina, irresponsabilidade, falta de atenção ou interesse, falta de cuidado com os próprios materiais, desrespeito com os colegas, birras e até casos de agressão devem ser enfrentados diariamente pelos professores, os quais estão por conta própria, torcendo dia após dia para que nada grave aconteça e para que as orientações tenham resultado ou, no mínimo e na hipótese infelizmente mais egoísta, que ao menos os alunos não se voltem contra o próprio professor. Egoísta e infelizmente, pois a atitude é refletida pela gestão. Se a gestão não faz nada e simplesmente se curva ante os pais, penso que o melhor que o professor pode fazer é tomar atitudes preventivas para resguardar sua própria paciência e até sua integridade, ou correr o risco de viver em estado constante de irritação, medo, pressão e até vir a adoecer por essas condições. E pasmem: tudo isso em apenas uma escola de ensino fundamental de ciclo I. Não desmerecendo ou fazendo pouco dos outros ciclos, mas se no início da vida escolar já temos problemas assim, com certeza só terão a piorar com o passar dos anos, tornando a vida dos futuros professores um desafio e uma missão de medo e aflição, fazendo-os perguntar o que terão que enfrentar já no ano seguinte, muito antes do ano vigente acabar.

    Assim é fácil trabalhar, não é? Não enfrentam problemas, curvam-se para os pais e jogam-nos contra os professores. Não tiram férias em Janeiro ou Julho, deixando para fazê-lo no decorrer do ano letivo, entre outras coisas que sequer citarei, mas sei que vocês sabem que acontecem, o que responde parte da pergunta do motivo de muitos quererem ser diretores com um salário tão ridículo para gerir uma unidade escolar. A outra parte eu deixo para a imaginação de vocês e para os problemas que tenho certeza que já presenciaram.
    Se um diretor possui autonomia para abrir salas, por que alguns abrem salas com 33 alunos enquanto outros abrem com 24, 25, 28...? Se realmente está valendo a lei LEI Nº 15.830, DE 15 DE JUNHO DE 2015, por que não é cumprida? Inclusive e curiosamente já enviei e-mails e postagens para o deputado autor da lei e não obtive resposta. Quando questionada sobre a lei ou sobre abrir mais salas, ameaçando reclamar na diretoria de ensino, vem uma resposta interessante por parte da gestão: “vai lá reclamar na D.E. e sairá de lá com um pé na bunda”! Na minha escola temos uma média interessante de pelo menos um aluno deficiente por sala. E salas com mais de 30 alunos já no 1º ano, incluindo os alunos deficientes.

    Enquanto fazemos “das tripas, coração”, não temos respaldo e providências nunca são tomadas frente aos alunos “difíceis” (para não repetir todos os problemas). Pais chamados, inútil! Aliás, parece que só piora. Salas lotadas e lei não cumprida. Pais jogados contra nós. Nem sequer suspensões são aplicadas com medo de enfrentar os pais. A escola tornou-se um antro receptor de qualquer um que queira entrar, mas não importa o que o aluno ou os pais querem lá dentro. Simplesmente são recebidos e alocados para depois serem esquecidos. Os professores que se virem. Ou corram um risco de reclamar e levarem um “pé na bunda”! Pior ainda se a reclamação não for precedida de anonimato. Alguém simplesmente se arrisca num mundo de “pessoas protegidas”?

    Sinto muitos pelos colegas que passam por isso, mas que percebam que o problema vai além dos citados logo no início. Não se trata só de reajuste e determinadas condições, mas o que fazer quando os problemas são internos? O que fazer quando não temos respaldo? O que fazer quando somos abandonados enquanto equipe? O que fazer quando a permissividade é tão grande que os alunos passam a nos enfrentar justamente por terem uma espécie de “aval” concedida por aqueles que deveriam nos apoiar? O que fazer quando não podemos abrir nossa boca para evitarmos sermos “perseguidos”? O que fazer para não levar “um pé na bunda”?

    Os desafios vão além, muito além do que se pode imaginar...

    Então, peço para que parem de achar que os problemas repousam apenas em questões relativas ao governo, pois quem não conhece a própria cozinha, não conseguirá arrumar o que está fora da casa! E temos muitas coisas que precisamos aprender sobre nossa própria cozinha antes, para termos respaldo às nossas solicitações e melhores condições de trabalho!

  • Link do comentário ROBERTO MANTOVANI Terça, 13 Março 2018 19:38 postado por ROBERTO MANTOVANI

    A colega Vilma Soato afirma que o CPP só defende os interesses do Suporte Pedagógico e que é bem capaz que o aumento dessa categoria seja votado antes que a categoria dos professores. É bom que ela saiba que o PLC concedendo reajuste salarial é único para toda carreira do magistério, portanto, não se deve falar em privilégios. Na minha interpretação, ela não concorda com a valorização de toda carreira com o índice de 7%. Será que uns merecem mais que os outros?

  • Link do comentário Maria José Terça, 13 Março 2018 19:02 postado por Maria José

    Como aumentam a mensalidade de não tivemos reajuste? Estão loucos?

  • Link do comentário LUIZ DE OLIVEIRA MATOS(professor PEB-II - aposentado). Terça, 13 Março 2018 18:02 postado por LUIZ DE OLIVEIRA MATOS(professor PEB-II - aposentado).

    Senhor Governador ! Quando fala-se em EDUCAÇão, o epcentro são os professores da Rede Pública Estadual. Por isso, contamos com a sua compreensão, e temos certeza que nosso 7% vai sair no pagamento de abril/2018, tanto quanto para nossos colegas aposentados.

  • Link do comentário Vilma Soato Terça, 13 Março 2018 14:35 postado por Vilma Soato

    Aposto que nesse aumento dos diretores e supervisores o CPP vai pressionar para ser votado logo. Capaz de ser votado antes do aumento dos professores.

  • Link do comentário Vilma Soato Terça, 13 Março 2018 14:28 postado por Vilma Soato

    Atitude do CPP!? Eles só defendem os interesses do suporte pedagógico. Nós professores não temos quem nos represente. Todos esses anos sem aumento e eles não pressionam para votar o projeto do aumento.

  • Link do comentário Glebe Jose de Sousa Terça, 13 Março 2018 11:18 postado por Glebe Jose de Sousa

    A TIRANIA é tão grande que, uma esmola depois de 3 anos de salario congelado que depende ainda de aprovacao! Se fosse reajuste para deputados tudo seria da noite!

  • Link do comentário Antonio Alves Leite Segunda, 12 Março 2018 23:00 postado por Antonio Alves Leite

    Ridículo oque este governador esta fazendo com os Professores Estaduais.,Atenção Professores OUTUBRO esta chegando é a hora de nossa vingança.
    Ou você esta feliz com essa ESMOLA que ainda vai receber sabe Deus quando?
    E o CPP como fica,vai tomar uma atitude,ou vai ficar só olhando., e ainda por cima jogaram um REAJUSTE nas mensalidades !Como pode isso ?

  • Link do comentário Antonio Vedoveli Segunda, 12 Março 2018 16:44 postado por Antonio Vedoveli

    PARABÉNS AO CPP E OUTRAS ENTIDADES QUE PARTICIPARAM DESSA NEGOCIAÇÃO.

  • Link do comentário Ana Clara da Silva  Cunha Segunda, 12 Março 2018 13:46 postado por Ana Clara da Silva Cunha

    Mentiraaaaaaa... não houve aumento algum para os professores... de que lado está o CPP? Mais uma notícia enganosa desse governo vergonhoso para a sociedade achar que é bonzinho!

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