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Terça, 05 Fevereiro 2019 09:32

Prefeitura de São Paulo afirma que 744 escolas paralisaram

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A greve de servidores municipais, iniciada na manhã desta segunda-feira (4) na capital, mudou a rotina dos paulistanos que precisaram usar unidades de saúde e de ensino. Segundo o Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais), 63% dos funcionários públicos, de todos os segmentos, aderiram à paralisação ontem.

Deste total, 50 mil participaram das assembleias, representando 36% do total de servidores, ainda segundo o sindicato. A prefeitura afirmou que 744 unidades de educação paralisaram suas atividades - representando 21,2% das 3,5 mil existentes na capital. Porém, não confirmou o número de funcionários que cruzaram os braços.

Resposta

A Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB) afirmou que a greve se "concentrou basicamente" na área de educação. "Ainda assim, das cerca de 3,5 mil unidades existentes, apenas 744 foram paralisadas totalmente. Ou seja, 78% das unidades receberam seus alunos", diz trecho de nota, que não informa sobre o número de alunos que ficaram fora da sala de aula. A nota diz ainda que ocorreram "paralisações pontuais" em 5% das unidades e serviços em geral. "Os hospitais municipais e o Samu não tiveram qualquer interrupção de funcionamento. A região que concentrou maior índice de faltas de servidores foi a sul", acrescentou. A prefeitura ainda informou que a aprovação da reforma da Previdência deve resultar em uma redução de cerca de R$ 370 milhões por ano no déficit para a cidade. Acrescentou "que respeita o direito constitucional à greve".

Manifestantes vão para a prefeitura

Milhares de servidores se concentraram, desde as 14h desta segunda-feira (2), em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), com o intuito de pressionar o governo municipal para revogar o projeto de lei 17.020/2018, que cria o Sampaprev (São Paulo Previdência).

O modelo de Previdência questionado pelos servidores prevê, entre outras medidas, o aumento da alíquota de contribuição previdenciária dos funcionários da prefeitura de 11% para 14%. Além da revogação do Sampaprev, os servidores reivindicam a valorização dos servidores públicos, revisão salarial de 10% para funcionários ativos, aposentados e pensionistas, além de "nenhum confisco", segundo trecho de nota do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Fundamental de São Paulo). Uma nova assembleia ocorre, em frente à Prefeitura, às 14h da próxima quinta-feira (14).

Fonte: Agora SP