Sexta, 08 Fevereiro 2019 10:21

Funcionários municipais de SP decidem manter greve

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 Paralisação quer revogação da reforma da Previdência

 

Em nova assembleia realizada nesta quinta-feira (7), em frente à Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, servidores municipais decidiram manter a greve pela revogação da reforma da Previdência. A decisão ocorreu após nova negativa do prefeito Bruno Covas (PSDB) de receber uma comissão de trabalhadores e sindicalistas para tratar do tema.

 

A greve foi iniciada na segunda-feira (4), e segundo o presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo o vereador Claudio Fonseca (PPS), conta com o apoio de 80% da categoria. Na tarde desta quinta-feira a Guarda Civil Metropolitana fez a proteção da sede do Executivo. Alguns manifestantes alegaram que foram feridos em momentos de tensão.

 

Em nota, a Prefeitura informou que somente 252 escolas, entre 3, 5 mil, ficaram totalmente paralisadas. Em outras categorias, a adesão à greve é inferior a 2%. Para retomar à normalidade, Covas ordenou a contratação de professores temporários para substituir os grevistas. Por volta das 16 h, os manifestantes caminharam até a Avenida Paulista e interditaram a via, em frente ao Masp, no sentido Consolação por volta das 16h40.

Reforma da Previdência

No dia 26 de dezembro de 2018, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em segunda votação, a Reforma da Previdência dos servidores municipais. Foram 33 votos favoráveis e 17 contra. O texto foi sancionado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) no dia 27. A proposta, de autoria do Executivo, fixa o aumento da alíquota de contribuição dos funcionários públicos de 11% para 14% e a criação de um sistema de previdência complementar para novos trabalhadores com remuneração superior ao teto de R$ 5,6 mil.

O texto avaliado pelo Legislativo, porém, não foi o mesmo que vinha sendo discutido desde o início do ano. De última hora, a gestão Bruno Covas (PSDB) enviou um substitutivo com duas alterações principais, o que fez com que a proposta precisasse passar novamente pelas comissões temáticas. Um dos pontos mais polêmicos foi retirado do texto ao longo da discussão em primeiro turno: o artigo 29 que autorizava a Prefeitura a usar recursos de concessões e privatizações para, se necessário, bancar as aposentadorias.

Esse ponto quebrava uma promessa do ex-prefeito João Doria (PSDB), de que o dinheiro arrecadado com as desestatizações não seria usado para custear a máquina pública. A Prefeitura diz que rombo na Previdência municipal é de R$ 5,4 bilhões. A previsão para 2019 era de R$ 6,1 bilhões. Com o aumento da contribuição dos servidores, a Prefeitura vai deixar de gastar aproximadamente R$ 400 milhões. O prefeito afirma que tal mudança na Previdência não significa que haverá mais investimentos na cidade em 2019, pois o orçamento, segundo o Covas, segue bastante apertado.

Fonte: G1
 

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