Sexta, 01 Março 2019 11:34

Escolas da SEE aproveitam carnaval para propor atividades pedagógicas

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Confecção de máscaras com materiais recicláveis, desfiles e trabalhos de pesquisa fazem parte da programação em unidades do  interior e capital

Várias escolas da rede estadual de São Paulo aproveitam o Carnaval para fazer diferentes atividades pedagógicas por todo o estado. Inspirados nos personagens do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, os alunos das Escolas Estaduais Arthur Guimarães e Marina Cintra, localizadas no Centro de São Paulo, realizam desfile na Praça Rotary com as fantasias confeccionadas por eles com apoio do ponto de cultura Espaço Arterial. Os participantes também  levam bonecos gigantes de Emília, Narizinho, Pedrinho e companhia. O evento, em parceria com a Biblioteca Monteiro Lobato, ocorreu nesta sexta-feira (1º) e contou com a presença dos pais.

Na capital, a Escola Estadual República da Bolívia está desenvolvendo um trabalho de pesquisa intitulado “Origem do Carnaval”, que proporciona aos alunos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a cultura brasileira e sua história. Além disso, os alunos estão realizando atividades pedagógicas de leitura e ortografia com as marchinhas de Carnaval e confeccionam máscaras venezianas e adereços carnavalescos com materiais reciclados. Depois, cada escola escola desfila com seu “bloco” no baile de Carnaval que acontece no pátio da escola.

Os alunos da Escola Estadual Brasílio Machado, da Vila Madalena, bairro da capital paulista, entram  no ritmo do carnaval com a história do pintor Di Cavalcanti. Para isso, os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental criaram o samba-enredo após pesquisa sobre a vida e obra do pintor. Também confeccionaram os carros alegóricos para o desfile que é realizado na unidade escolar.
 
Pelo interior de SP
Cerca de 300 alunos da Escola Estadual Oscar Salgado Bueno, em São José do Rio Preto, confeccionam máscaras de carnaval e customizam camisetas na própria escola. A iniciativa é das professoras de matemática e artes que uniram os projetos pedagógicos para resgatar a cultura popular brasileira, estimular a criatividade e raciocínio dos estudantes.

A professora de Artes Maria Regina Caixeta Dias diz que tem acompanhado trabalhos escolares com muita ênfase ao ‘Halloween’, que não faz parte da cultura nacional, enquanto o Carnaval tem sido deixado de lado. “O Carnaval faz parte da cultura popular brasileira e a ideia é incentivar, resgatar e valorizar o que é genuíno do Brasil”, afirma.

Durante as oficinas, a professora de matemática Vanessa Cesário trabalha as proporções, quantidade de material a ser usado e qual a melhor forma de distribuir os adornos para a confecção das máscaras e camisetas. Para incentivar os alunos, uma banca de educadores faz parte de uma comissão que avalia os trabalhos e premiam os alunos com brindes simbólicos. Cada estudante leva a própria camiseta e tinta para tecido, assim como pode enfeitar os cabelos.

 

Fonte: SEE
 

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