Segunda, 08 Abril 2019 19:40

Manifestações são realizadas contra cortes de Doria na Cultura

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Manifestações são realizadas contra cortes de Doria na Cultura Foto: Jornal O Estado de S. Paulo

O final de semana teve manifestações de integrantes de polos culturais de São Paulo contra cortes no orçamento da Cultura. Na semana passada o governador João Doria anunciou redução de 23% no orçamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado, o que deve atingir mais de 20 projetos, entre eles a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Escola de Música do Estado de São Paulo, a Pinacoteca, o Theatro São Pedro, as Fábricas de Cultura, o Museu do Futebol, Afro Brasil e da Casa Brasileira. 

No domingo (7), um grupo de músicos de orquestras e escolas de música se reuniram no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, para protestar contra o corte no orçamento. Eles pediam manutenção de verbas e seguiram em passeata até o Museu Afro, no Parque Ibirapuera, que corre risco de encerrar atividades em alguns dias da semana pela falta de verba. “O museu já está no seu limite. Ele sempre esteve à margem nas discussões e isso abala a preservação da cultura afro-brasileira”, disse Leandro Mendes da Silva, 32, educador do Museu Afro Brasil. 

Os manifestantes gritavam "Não ao corte na Cultura e fora, Doria", por volta das 14h. O maestro João Carlos Martins, um dos criadores da Fundação Bachiana, participou do ato, apesar de ressaltar que não acredite que o governador e o secretário da Cultura, a quem se referiu como pessoa de bom senso, sejam capazes de cortar linearmente as verbas e os trabalhos que estão sendo feitos. "A cultura é a alma de uma nação", disse.

Segundo a Associação Brasileira das Organizações Sociais de Cultura, cerca de 53 mil alunos que participam de atividades educacionais na capital e no interior de São Paulo podem ser prejudicados. 

A associação ainda diz que a Pinacoteca terá que cancelar o ingresso gratuito oferecido aos sábados e que 153 mil visitantes se valem do benefício todo ano. Também pode haver demissões e cancelamento de exposições.

O governador havia anunciado também contingenciamento no orçamento do Projeto Guri, mas voltou atrás depois de repercussão negativa. 

OUTRO LADO

Nesta segunda-feira (8), o governador se pronunciou a respeito do que considera boato. “Sobre notícias que estão circulando sobre um suposto corte no orçamento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, não é verdade que vamos cortar serviços e programas desta pasta, nem fechar espaços culturais. Nada será fechado, nada será interrompido na Cultura”, afirmou.

O secretário da Cultura, Sérgio Sá Leitão, aprovou a fala de Doria. “Parabéns para o governador e para todos nós que amamos a arte e a cultura e reconhecemos sua importância econômica e social.”

João Dória explicou, por meio de vídeo em suas redes sociais, que toda a polêmica ocorreu porque anunciou recentemente que será preciso fazer um contingenciamento no orçamento por conta de um déficit de R$ 10.5 bilhões. "Fizemos uma avaliação criteriosa e, na Cultura, nenhum corte será feito”, garantiu. Doria disse ainda que o déficit será resolvido com a extinção de estatais, cortes de cargos em comissão e transferência dos ativos onerosos do estado à iniciativa privada via PPPs, concessões e privatizações.

2 comentários

  • Link do comentário Luiz de Oliveira Matos Quinta, 11 Abril 2019 15:07 postado por Luiz de Oliveira Matos

    kkkkkkkkkkkkkk, parabéns Governador ! não distribua o dinheiro do povo para cantor e tocador de violão. Mande essa gente e suas ONGS TRABALHAREM. Esse presente que até então era ofertados a eles, tem que ir para a educação, moradia, saneamento básico, transporte, segurança, etc.

  • Link do comentário Luiz de Oliveira Matos Quarta, 10 Abril 2019 11:48 postado por Luiz de Oliveira Matos

    Parabéns senhor governador Doria, não siga os mandamentos e regras da LEI ROUANET, que distribui o dinheiro do povo, para cantores e tocadores de violão. O melhor investimento é feito diretamente nas Escolas e Faculdades, e na sociedade carente, como por exemplo: Educação, moradia, segurança, saneamento básico, etc.

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