Quinta, 25 Junho 2020 11:02

Rossieli: 'Não podemos abrir escola ao filho do rico e para o pobre, não’

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Rossieli Soares afirma que governo não vai permitir que escolas particulares reabram antes das públicas

O secretário estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares, disse nesta quinta-feira (25) que governo não vai permitir que a rede privada reabra as escolas antes da rede pública. Rossieli defendeu que o retorno às aulas presenciais não pode ampliar desigualdades.

"Não existe a possibilidade de a gente abrir primeiro para a privada e depois para a pública. Quando for abrir, tem que abrir para todos. Nós já temos desigualdades sociais, dificuldades enormes. Nós não podemos abrir a escola para o filho do rico e não abrir a escola para o filho do pobre. A gente precisa ter a compreensão para não aumentar ainda mais as desigualdades", afirmou o secretário em entrevista ao Bom Dia SP.

Apresentado nesta quarta-feira (24), o plano de reabertura das escolas prevê um retorno geral em três fases, em conjunto para todas as cidades, a partir do dia 8 de setembro, e considera que na data estimada o estado estará na fase amarela de flexibilização da economia há pelo menos 28 dias.

A antecipação da reabertura não é descartada pelo secretário, mas só ocorrerá se o estado estiver estável na fase amarela antes do prazo previsto. "Se a gente chegar lá no final de julho em boas condições, podemos até reavaliar", afirmou o secretário. Pela proposta, toda a rede de ensino do estado irá reabrir a partir do dia 8 de setembro. "Somente se algum lugar recuar é que a gente vai atuar regionalizado", afirmou o secretário.

O plano vai abranger os 3,6 milhões de alunos da rede estadual e também os estudantes de escolas técnicas, universidades e ensino privado, pois pela Lei de Calamidade Pública, as escolas particulares só poderão funcionar com autorização do estado. Nesta quarta-feira (24), as escolas particulares do estado de São Paulo criticaram a proposta. O sindicato afirma que está pronto para retomar o ano letivo e cobra antecipação.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (SIEE-SP), no entanto, acreditava que as aulas seriam retomadas em agosto e a reivindicação é para que esta expectativa seja atendida.

"Nós não esperávamos que ela voltasse em junho ou julho, mas, no mínimo em agosto", disse Benjamin Ribeiro da Silva, presidente da associação.

"Foi à revelia, goela abaixo. Não concordamos. A escola particular hoje atende 24% dos alunos do Ensino Médio do estado de São Paulo e não temos culpa da incompetência do estado e da prefeitura se eles não conseguem se capacitar a tempo. Nós já temos certificação científica, protocolo médico, as escolas estão preparadas… Agora, se a rede pública não consegue se capacitar, nós não temos culpa. Não concordamos e vamos protestar".

Segundo Rossieli, a proposta será lançada à comunidade escolar para ser discutida durante o mês de julho.


Fonte: G1

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