Sexta, 10 Dezembro 2021 18:56

Crise econômica ameaça votos de "próspero Ano Novo", diz Azuaite

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Azuaite Martins França

O ano de 2021 vai terminando e sentimos no bolso os efeitos da crise econômica e do retorno do dragão da inflação, nosso velho inimigo. O Brasil é um dos países com maior elevação de preços desde o fim do 1º semestre do ano passado e a inflação IPCA aumentou de 1,9%, em maio de 2020, para quase 11% em novembro último. É muita coisa quando comparamos com a média inflacionária entre 3,5 e 6% registradas entre 1998 e 2019, antes da pandemia.

Quando o cenário econômico se assemelha à situação de um paciente no corredor de um hospital, o Banco Central age como um médico que aplica um tratamento de emergência: eleva a Selic – a taxa básica de juros, como fez mais uma vez na última quarta-feira – para tentar debelar a febre (a pressão inflacionária), porém não dissipa as incertezas do quadro geral do paciente.

O horizonte não se mostra favorável quando vem aí um ano eleitoral, que pareceu ter se antecipado ao calendário. Pré-candidatos que se movimentam, por sinal, pouco falam do panorama econômico, como se vivessem numa redoma. Olhassem em volta veriam a estagnação do PIB, a contração da produção industrial que se arrastou neste segundo semestre e o fantasma da nova variante da Covid-19 trazendo a perspectiva de uma recessão no próximo ano.

São também pessimistas as projeções de crescimento econômico, quando o presente que o Brasil pediria ao Papai Noel neste dezembro seria um “próspero ano novo” com retomada do emprego. A taxa de desemprego continua na casa dos 14 milhões e mais da metade dos trabalhadores estão na informalidade. Não há cinto para apertar.

Alguns argumentam que um vendaval de dificuldades atinge as principais economias do mundo. No entanto, no Brasil a crise tem contornos peculiares determinados por um governo descontrolado – e não estamos falando da figura do mandatário, mas da falta de diretrizes para construir as bases para o crescimento econômico. Ao contrário: retrocedemos e agora – nessa espiral de alta de preços (dos alimentos, da gasolina, da energia elétrica e tantos mais) - detemos a medalha de bronze entre as maiores inflações do mundo. E, como sabemos, ela sacrifica principalmente os mais pobres.

O que dizem a esse respeito os postulantes à condução do país a partir de 2022? Eles se limitam a seguir a agenda de sempre, sem um projeto para o país que vislumbre crescimento da economia, recuperação do nível de emprego e investimento nas áreas sociais.

Na verdade, o que desejamos está longe de ser algo inalcançável ou absurdo. O povo brasileiro quer paz - emprego, renda e esperança -, oportunidades concretas, enfim, para impulsionar o Brasil rumo ao desenvolvimento.

Azuaite Martins França, terceiro vice-presidente do Centro do Professorado Paulista e Vereador por São Carlos (Cidadania)

Última modificação em Segunda, 13 Dezembro 2021 10:09

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