Terça, 12 Janeiro 2021 15:50

No ABC, rede pública tem previsão de volta para março

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O Consórcio Intermunicipal Grande ABC decidiu nesta terça-feira (12) que as aulas na rede pública na região serão retomadas no dia 1º de março. A decisão leva em conta o calendário de vacinação contra a Covid-19 no estado, previsto para começar no próximo dia 25. Para as escolas privadas, a volta está marcada para 18 de fevereiro.

A entidade reúne os prefeitos das sete cidades do chamado Grande ABC: Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. O anúncio sobre a decisão foi feito pelo presidente do colegiado, Paulo Serra (PSDB), em vídeo publicado nas redes sociais.

"É uma decisão importante para que não haja prejuízo pedagógico neste ano a nossos alunos, mas que o retorno seja feito com segurança e, principalmente, com o início da vacinação dos moradores das nossas cidades", disse Serra, prefeito de Santo André.

O grupo do ABC definiu ainda que, "em caso de atraso nas datas previstas para o início da vacinação ou de reclassificação da região do Plano São Paulo", os prefeitos farão nova assembleia para definir se mantém ou não as datas definidas. A deliberação pelo reinício das aulas em março contraria orientação do governo de São Paulo, gestão João Doria (PSDB). No dia 23 de dezembro, a Secretaria Estadual de Educação divulgou o calendário escolar de 2021 com início para o dia 1º de fevereiro.

Por meio de nota, a secretaria afirmou, que "lamenta o posicionamento do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC de manifestar intenção de uma medida como tal, sem apresentar qualquer embasamento científico". Declarou ainda que a entidade "esquece de contabilizar os riscos diversos atrelados ao atraso educacional e à saúde emocional e mental de crianças e adolescentes".

A secretaria disse que não foi comunicada sobre a decisão e que, "por não existir um decreto publicado oficialmente, desconhece quais foram os critérios que nortearam a determinação". "Assim, no caso da publicação do referido decreto, caso não haja justificativa epidemiológica cabível, a Seduc-SP tomará as medidas judiciais cabíveis", finaliza a nota.

Paulo Serra, rebateu as críticas e disse que a secretaria "deveria, ao invés de emitir nota ou lamentar, iniciar diálogo com os municípios para entender da realidade do dia a dia dos municípios",

Fonte: G1 e Folha de São Paulo

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