Terça, 23 Novembro 2021 15:20

CPP defende planejamento para reverter atraso na Educação

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Parlamentar criticou a atuação do atual ministro da Educação, Milton Ribeiro


O vereador e terceiro vice-presidente do Centro do Professorado Paulista (CPP) de São Carlos, Azuaite Martins de França, observou que o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2021 seja “o mais excludente dos últimos anos” e defendeu planejamento e ações integradas dos governos federal, estadual e municipal para combater a evasão escolar.  

O ENEM de 2021 –  porta de acesso a universidades públicas - registrou o menor número de inscritos, além da menor taxa de participantes negros e vindos de escolas públicas dos últimos anos. Apenas 3,1 milhões de estudantes se inscreveram para realizar as provas. Entre os participantes pardos e pretos, a diminuição foi de 52% (de mais de 3,4 milhões no ano passado para 1,6 milhão em 2021)

Azuaite criticou a atuação do atual ministro da Educação, Milton Ribeiro, que mostra que “claramente não trabalha para a inclusão de jovens negros e pobres no ensino superior e deixou isso claro quando perversamente declarou que a universidade deveria ser para poucos”.


Segundo pesquisa do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) 5 milhões de crianças e jovens não tiveram acesso à educação no Brasil no ano passado. Para o vereador, ações integradas entre as esferas de governo devem ser iniciadas de imediato porque “se nada for feito, o processo educacional no país vai sofrer um atraso não só de dois anos, mas de décadas”.

Em sua opinião, “o MEC não pode continuar ausente da formulação de um plano de atuação sério para a educação no país, com apoio técnico e financeiro aos municípios e com uma estratégia nacional que cumpra efetivamente o que estabelece a Lei de Diretrizes e Bases”.

Alfabetização

O parlamentar também comentou o resultado de recente estudo que revelou que sete em cada dez estudantes brasileiros de sete anos de idade não sabem ler nem escrever, ou conseguem ler muito pouco. 73% das crianças de sete anos não leem ou leem, no máximo, nove palavras por minuto. Apenas 7% são leitoras fluentes nessa idade.

“Esses dados apontam para uma tragédia, pois esses alunos terão dificuldades na vida escolar”, afirmou, para em seguida reafirmar a necessidade de maior colaboração entre municípios, estados e governo federal. “A Educação deve ser uma política de estado, não uma política de governo", concluiu.

Fonte: Agora São Paulo

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