Segunda, 13 Novembro 2017 16:48

Nova rodada de encontro regional em Adamantina

Avalie este item
(0 votos)
Nova reunião regional com professores representantes de escolas foi realizada no CPP em Adamantina Nova reunião regional com professores representantes de escolas foi realizada no CPP em Adamantina Foto: Maikon Moraes/Siga Mais

Questões estruturais, violência escolar e desvalorização do professor foram debatidas

 

A sede regional de Adamantina realizou na última sexta-feira (10) uma nova rodada do encontro dos professores representantes de escola. A atividade foi organizada pela dirigente regional do CPP de Adamantina, Marlene Ribeiro Esteves, mobilizando também as diretorias regionais de Osvaldo Cruz, Dracena e Panorama, que se articulam regionalmente para o fortalecimento do debate.


A pauta foi dividida em dois momentos. No primeiro deles, foram abordados temas comuns, debatidos em todo o Estado pelas unidades regionais e Sede do CPP, com informações no campo da formação profissional e atualizações da área jurídica. Essa fase foi transmitida ao vivo pela TVCPP.


No segundo momento os debates foram mais voltados às realidades local e regional, compartilhados pelos professores das regiões de Panorama, Dracena, Adamantina e Osvaldo Cruz. Um ponto em comum envolve condições de trabalho, e nesse aspecto se inserem as instalações, insumos e recursos materiais e humanos, que por sua vez implicam na qualidade do ensino.


Outro ponto debatido, com destaque, envolve questões comportamentais, de alunos desinteressados e descompromissados, que influenciam diretamente na qualidade do ensino e do ambiente escolar, onde esses alunos acabam atrapalhando o rendimento dos bons alunos. Nos desvios comportamentais negativos, os professores relataram a ocorrência comum de iniciativas de violência verbal e física, por estudantes, que muitas vezes sequer são exteriorizados e expostos à sociedade.

Fora do ambiente das salas de aula, os problemas envolvendo gestão escolar também foram relatados pelos professores. Alguns se posicionaram sobre esse tema com cautela – temendo retaliações ou não adesão dos demais colegas – enquanto outros compartilharam iniciativas positivas de reações e enfrentamento aos conflitos internos, desencadeados no ambiente de ensino.


Além dos impactos no contexto das salas de aula e do ambiente escolar como um todo, esses cenários também se refletem na qualidade de vida do professor, repercutindo em sua saúde física e emocional. “Nossos professores estão adoecendo” destaca Marlene.
No encontro realizado no CPP, foi compartilhado também que muitas questões vividas no ambiente escolar não são formalizadas em busca de providências, dentro da própria sistemática de apuração desses problemas, sobretudo na rede estadual. Os professores denunciaram que muitas queixas não são informadas, de maneira oficial, para não impactar negativamente nos indicadores (ranking) de desempenho.

 

Iniciativa positiva

Conforme noticiado pela imprensa em Flórida Paulista, os professores da Escola Estadual Pércio Gomes Gonzáles protocolaram em meados de setembro um documento junto ao Ministério Público da Comarca de Flórida Paulista reclamando das condições de trabalho na unidade escolar. O caso foi compartilhado também no encontro do CPP.


O documento foi assinado por 37 professores, que relataram sofrer de agressões físicas e verbais por parte dos alunos, superlotação nas salas com alunos de necessidades especiais, vandalismo, falta de materiais de limpeza e higiene, falta de profissionais que trabalham na limpeza da escola; entre outras reclamações.


O caso foi levado ao Ministério Público, que tem acompanhado de perto a rotina escolar. Segundo informando na reunião do CPP, o Ministério Público e o Poder Judiciário de Flórida Paulista realizarão uma reunião ampla para discutir sobre os pontos reclamados e encontrar, conjuntamente, caminhos para a solução desses problemas.

 

Outros temas

Anda de acordo com a dirigente regional do CPP, Marlene Ribeiro Esteves, outros temas debatidos no encontro envolvem a abordagem dentro de sala de aula sobre identidade de gênero, que enfrenta dificuldades e barreiras pela falta de materiais e informações. “A discussão sobre esse tema nunca foi tão aberta. É trazida pelos meios de comunicação, por exemplo, mas no ambiente escolar falta um preparo mais aprofundado aos professores, sobretudo pelas diferentes formações desses profissionais”, explica.


Outro fator pontuado envolve as diferenças entre o ambiente escolar do ensino fundamental do ciclo um (do primeiro ao quinto anos), gerido pela rede municipal de ensino, com as séries seguintes (a partir do sexto ano). Segundo relatado no encontro, geralmente o estudante passa o ciclo um sob atenção e acompanhamento de um professor por ano, enquanto a partir do sexto ano passa a ter diversos professores em um mesmo dia, dentro das horas/aula. Isso, de certa forma, se reflete na dinâmica dentro da sala de aula.

 

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.
Campo destinado a comentários relacionados à notícia. Duvidas sobre Vida Funcional devem ser encaminhadas aos respectivos setores.
Clique aqui para ver os contatos.