
O Brasil ganhou destaque positivo em ao menos três aspectos do questionário do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2025.
Os dados mostram a boa avaliação que os alunos fazem dos professores, a evolução das escolhas sem celulares no país e a diminuição no percentual dos estudantes que não veem sentido na educação.
Nesta edição, o Pisa focou em Ciências como campo de conhecimento a ser avaliado, e os estudantes brasileiros classificaram muito bem seus professores, de acordo com os dados publicados.
Segundo a pesquisa, 82% dos alunos consideram que os professores dessa área demonstram interesse no aprendizado; 78% dizem que os docentes continuam ensinando até que o estudante entenda, e 76% relatam que os professores oferecem ajuda extra quando os alunos necessitam.
Os números são mais altos que os registrados entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Além disso, o Brasil está entre os poucos países do mundo que ultrapassaram a marca de 80% de escolas sem celulares.
O país alcançou, em 2025, a marca de 81% quando o assunto é proporção de escolas que proíbem o uso do aparelho. Isso é fruto da lei de proibição do uso dos celulares nas escolas das redes pública e privada, que entrou em vigor em janeiro do ano passado.
O Brasil ainda registrou uma redução no número de jovens de 15 anos que enxergam a escola como perda de tempo. A proporção então chegou a 16%, enquanto a OCDE registrou 24%.
Apesar dos pontos positivos, o país segue sem avançar na aprendizagem, de acordo com o Pisa. Já são 10 dez anos sem registrar progressão significativa.
O Pisa é uma prova realizada pela OCDE a cada três anos e aplicada para mais de 760 mil alunos, entre 15 e 16 anos, em todo o mundo. Mais de 30 mil estudantes realizaram o teste no Brasil.
