Leandro Silva
Um relatório do movimento “Todos Pela Educação”, divulgado hoje (2), mostra que 2,8 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos estão fora da escola no Brasil. Segundo o documento, a taxa atual (2013) de atendimento escolar neste intervalo é de 93,6% em relação à população urbana e 92,2%, no caso da rural.
O estudo mostra ainda que há alteração no índice quando comparadas características socioeconômicas. O Brasil tem cerca de 45,5 milhões de crianças e jovens na faixa etária dos 4 aos 17 e o cálculo excluiu adolescentes que já concluíram o ensino médio, o que totaliza 657 mil.
Na comparação de mais pobres e mais ricos, que considerou renda per capita, houve diferença de até 9%, conforme o quadro.

Na avaliação por raça/cor, as taxas se mostraram mais altas entre os brancos.

Apesar do cenário ainda preocupante, a tendência da taxa de atendimento escolar é positiva desde 2001. Nos últimos 12 anos, a variação foi de 5,9 pontos percentuais. A pesquisa trouxe também os principais fatores que excluem crianças e adolescentes do sistema de ensino. São eles: vulnerabilidade social, baixa renda, gravidez precoce, violência, trabalho infantil, deficiência e residência em zona rural.
O acesso a pré-escola é igualmente diverso quando comparado socioeconomicamente. Entre crianças de quatro e cinco anos mais ricas, 95,8% estão matriculadas, contra 85% entre as mais carentes. Dos estados da federação, São Paulo, o mais populoso, tem a maior soma de crianças de quatro e cinco anos e jovens entre 15 e 17 sem estudar: 97,3 mil e 260,7 mil, respectivamente.
As cinco metas do Todos Pela Educação são: meta 1 – toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola; meta 2 – toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos; meta 3 – todo aluno com aprendizado adequado ao seu ano; meta 4 – todo jovem com ensino médio concluído até os 19 anos; meta 5 – investimento em educação ampliado e bem gerido.
O documento na íntegra está disponível no site do movimento.
Secom/CPP
