Estadão

Alunos da rede municipal que dependem do serviço foram surpreendidos com a interrupção do programa, que deve voltar semana que vem

 

As escolas da rede municipal de São Paulo deram início ao ano letivo nesta quinta-feira (11) sem o serviço de Transporte Escolar Gratuito (TEG). Os cerca de 75 mil alunos que precisam do serviço no Município, entres eles estudantes com necessidades necessidades especiais, ficarão sem atendimento pelo menos até a semana que vem. A interrupção aconteceu por causa de atrasos e problemas na mudança do modelo de contratação dos transportadores.

 

Familiares reclamam que não foram comunicados da falha com o serviço, chamado “Vai e Volta”. Até o ano passado, a Prefeitura contratava os veículos e distribuía a demanda de alunos. A partir deste ano, um novo modelo prevê que os transportadores se cadastrem e os pais escolham quem fará o transporte a partir de listas fixadas nas escolas.

 

Listas

Na Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos Anne Sullivan, na zona sul, os cerca de 250 alunos dependem do TEG. Ficaram todos sem aulas. Nesta quinta-feira (11), os pais participaram de reunião para escolher os condutores a partir de uma lista. “Não tem prazo para acertar tudo”, disse uma funcionária que pediu anonimato.

 

Na Escola José Mario Pires Azanha, em São Miguel Paulista, zona leste, as mães ficaram sem informação. “Não sabiam de nada. Eu confio na diretora da escola, acho que ela vai resolver, mas falaram para esperar”, disse Ester Lopes Dias, de 30 anos, mãe de Yasmin, de 8. A menina depende do TEG porque é portadora de síndrome de Down. Como faz atendimento no contraturno em escola especial, ela precisa do veículo também para o transporte entre as duas unidades.

 

A previsão é de que 2.391 condutores atuem no transporte escolar – no ano passado, eram 2.135. Segundo a gestão, os condutores, cuja data-base é maio, terão o pagamento pelo serviço reajustado com base na inflação.

 

Fonte: jornal O Estado de São Paulo