Para o diretor diretor para Educação da OCDE, Andreas Schleicher, o Brasil ainda investe mais dinheiro em escolas de áreas mais ricas. Em sua opinião, investir mais dinheiro em escolas de pior desempenho dá melhores resultados.”É preciso investir os recursos de maneira mais equitativa, investir mais recursos na educação básica que na educação superior e atrair os melhores professores para as escolas com maiores desafios. Quem nasce em uma família rica no Brasil facilmente terá um desempenho próximo aos dos alunos de países desenvolvidos, mas quem nasce em uma família pobre terá poucas chances de ter uma boa educação. Muito menos chances do que em outros países” – explica  o diretor da OCDE.

 

Importante notar a forte relação do nível socioeconômico dos pais com o aprendizado dos filhos. Famílias com melhor renda e mais escolaridade tendem a ter filhos que frequentam a escola por mais tempo. Em casa, crianças de famílias com mais renda costumam ter disponíveis mais materiais, como livros, que ajudam na aprendizagem.

 

A expectativa da melhoria no desempenho dos estudantes brasileiros está no aumento da quantidade de jovens de 15 anos matriculados na série escolar adequada à sua idade. Em 2003 havia mais estudantes brasileiros com 15 anos que ainda estavam no 8º ano e 9° ano do ensino fundamental do que em 2012. Seria muito melhor se os estudantes dessa idade estivessem matriculados no 2° ano do ensino médio. Mais alunos na série adequada deve fazer com que o desempenho do Brasil no Pisa seja melhor por chegarem ao exame após terem passado por mais séries escolares.