Foto: caixa com duas mil folhas do abaixo-assinado

Objetivo é conquistar 2% de contrapartida do governo para os cofres do hospital

Servidores públicos de diversas categorias reuniram 60 mil assinaturas favoráveis à ampliação de recursos do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), que hoje atende 1,3 milhão de pessoas em todo o estado de São Paulo. Funcionários públicos reivindicam contrapartida de 2% do governo, representado por Geraldo Alckmin (PSDB), no orçamento do hospital para garantir serviço de qualidade compatível com a demanda. Encabeçado pela Comissão Consultiva Mista do Iamspe (CCM), o abaixo-assinado seria entregue na terça-feira (28) ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Cauê Macris (PSDB). O deputado, entretanto, não recebeu representantes do movimento — que devem agendar nova data para o ato.

 
Aproximadamente 100 funcionários públicos, ativos e aposentados, compareceram à Alesp por volta de 14h. Segundo organizadores do movimento, um ofício foi enviado à presidência da Casa comunicando da entrega do abaixo-assinado e do interesse de reunião também com o colégio de líderes (encontro dos líderes das bancadas para definir a pauta e outras prioridades). Nenhum dos dois pedidos foi atendido, o que gerou descontentamento entre os presentes. Aglomerados às portas do gabinete presidencial, servidores entoaram gritos como “ei, deputados, o servidor não é otário”. Parlamentares que cruzaram com o grupo foram abordados para apoiar a causa, cujo consentimento resultou em broche com inscrição “+ verbas para a saúde do funcionalismo” na roupa.

O deputado Carlos Ginannazi (PSOL), simpático às causas do funcionalismo, foi um dos primeiros a abraçar o movimento. Ele aderiu ao broche e disse que tentaria sensibilizar colegas para reunião com representantes de entidades de classe. Itamar Borges (PMDB) prendeu o objeto no terno e posou ao lado de servidores. Pediu inclusive para segurar a caixa com as assinaturas. Outros deputados evitaram passar pelo corredor movimentado.


De acordo com Guilherme Nascimento, presidente da CCM e do Centro Associativo dos Profissionais de Ensino do Estado de São Paulo (Capesp), a situação do hospital do servidor é delicada, requerendo atenção e contribuição do governo. “Hoje, o orçamento do Iamspe é de R$ 1,2 bilhão. Precisamos minimamente de mais R$ 100 milhões para que ele não quebre no início de 2018, e mais ao longo do tempo. O ideal são os 2% de contribuição do governo, o que elevaria a verba para R$ 1,8 bilhão”, disse. 


O CPP participou do ato, representado pelos professores Oswaldo Pio Soares (membro da CCM), Laismeres Cardoso Andrade (primeira-secretária), Célia Terranova Mauro (conselheira), Maria Josepha Spazzapan (diretora de Andradina), Claudio Massakazu Yamawaki (diretor de Peruíbe), Carmelita Bispo (conselheira) e outros. 


ÍNTEGRA DO ABAIXO-ASSINADO

Nós, abaixo-assinados, servidores públicos usuários mantenedores, dependentes e agregados do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual – Iamspe vimos, por meio deste abaixo-assinado, pleitear junto aos parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, que seja garantido no Orçamento de 2018, a ampliação de recursos para a prestação do atendimento médico e laboratorial a 1,3 milhão de servidores em todo o estado, tendo que os recursos arrecadados de nossos vencimentos mostram-se insuficientes para tal, e que o governo do estado de São Paulo não contribui com a contrapartida de 2% aos cofres do Iamspe.

É importante destacar que destinar mais recursos para o Iamspe, além de possibilitar aos servidores a tranquilidade de um bom atendimento médico a si e a seus familiares, indiretamente resultará num serviços público ainda melhor prestado ao cidadão, bem como minimizará a utilização do Sistema Único de Saúde do cidadão em geral.