
A Prefeitura de São Paulo, sob a gestão João Doria (PSDB), se adiantou à definição da Base Nacional Comum Curricular e lança nesta sexta (15) o novo currículo para as escolas de ensino fundamental da rede municipal.
O documento, ao qual a Folha teve acesso, traz novidades com relação à diretriz nacional, como uma sequência de conteúdos de tecnologia, objetivos que envolvem a identidade de gênero e material de apoio com sugestões didáticas ao professor. O currículo entra em vigor já no ano que vem, com o desafio na formação dos professores.
O texto final da base nacional, que define o que os alunos do país devem aprender a cada ano letivo da educação básica, ainda não foi homologado e pode passar por mudanças. O CNE (Conselho Nacional de Educação) pode votar o texto final nesta sexta, em reunião em Brasília.
O MEC (Ministério da Educação) tem se esforçado para aprovar ainda neste ano a versão final da base. A Folha apurou que o fato de a rede municipal paulista lançar seu currículo neste momento causou desconforto na cúpula do MEC, que esperava fazer o anúncio antes.
Alexandre Schneider, secretário de Educação da gestão João Doria (PSDB), afirma que o currículo de São Paulo está alinhado à base. “Acompanhamos todas as discussões da base, conversamos com conselheiros [do CNE]. Se houver surpresa, será pequena”, diz, ao ressaltar o caráter adaptável do currículo.
“Qualquer alteração na base ou se percebermos que algo não funciona na sala de aula, vamos adaptar. é um processo de construção permanente”, diz. “O melhor é que definimos o tipo de aluno que a cidade quer formar.”
A elaboração de um currículo por parte das redes é um processo esperado para todo Brasil após a definição da Base. Escolas particulares também terão de se adaptar ao documento nacional.
Esse processo na capital paulista começou em março. Houve uma pesquisa com participação de 43.655 estudantes e 16.030 educadores.
Fonte: Folha de São Paulo
