Na contramão de atitudes de violência dentro de instituições de ensino, professores e alunos de São Paulo se mobilizam para disseminar atitudes de boa convivência. Projetos desenvolvidos pelos grêmios estudantis, equipes pedagógicas e grupos de voluntários têm transformado os relacionamentos dentro da comunidade escolar e criado ambientes mais saudáveis.
 

A solução encontrada na Escola Estadual Maria Aparecida Sales Manreza, em Pedregulho, foi integrar os jovens por meio de rodas de conversa. Nos encontros, liderados pelo Grêmio Estudantil, os alunos apresentam as principais questões de convivência percebidas durante as aulas e planejam ações para resolvê-las. Dessa experiência nasceu o “Projeto da Paz” que incentiva a interação com os colegas mais retraídos, e também o hábito de sempre procurar os professores  para conversar quando um problema surge. O trabalho tem tido excelentes resultados ajudando a amenizar o bullying  e diminuir da taxa de evasão na unidade.
 

Na Escola Estadual Educador Pedro Cia, em Santo André, 44 alunos formaram o Clube do Voluntariado com o intuito de fazer visitas e campanhas solidárias para asilos e orfanatos. A diretora Cleide Mara Dalla Torres explica que a empatia e o cuidado com o próximo são ensinados no primeiro dentro da sala de aula. “Nós orientamos os jovens a se respeitarem e a colaborarem uns com os outros. Depois que essa sensibilidade é aguçada expandimos as ações para fora dos muros da escola”, conta a diretora.
 

Professor Mediador 

Em 2010 a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo instaurou a função do Professor Mediador. Esse profissional é capacitado para o acompanhamento de atividades restaurativas e de promoção da cultura de paz no ambiente escolar e soma essas funções com a sua disciplina da grade regular.