Se dormir cedo sempre foi uma dificuldade para qualquer adolescente, hoje em dia, com o smartphone eternamente plugado ao Whats­App, ao Facebook, ao Instagram e ao Snapchat, tornou-se uma impossibilidade prática.
 

O resultado: um jovem zanzando como zumbi na manhã seguinte, atônito, calado, chato, chatíssimo, e sempre atrasado para a primeira aula. O sono matinal, fruto do desleixo na madrugada e da evidente preguiça ao acordar, é atalho para notas ruins e mau aproveitamento escolar.
 

A novidade é que a Associação Brasileira do Sono (ABS) parece ter uma solução para o problema.
 

Em abril, a ABS proporá ao governo federal atrasar em uma hora — das 7 horas para as 8 horas — a entrada dos alunos nas escolas de ensino médio.
 

Andrea Bacelar, neurologista e presidente da ABS, diz: “Os horários da maioria das escolas brasileiras restringem o sono dos estudantes, impactando na saúde e no desempenho acadêmico”.
 

A proposta seguirá o exemplo bem-sucedido dos Estados Unidos, fruto de amplos estudos promovidos pela Academia Americana de Medicina do Sono e pela Associação Americana de Pediatria.
 

Os sessenta mi­nutos a mais começaram a ser aplicados no fim dos anos 90 e hoje se espalham em 45 estados.
 

Os americanos autorizados a ficar na cama mais um pouquinho melhoraram o rendimento e ficaram menos doentes.
 

Fonte: Revista Veja