
Matemática. Poucas palavras na língua portuguesa tem tamanho poder de intimidação. Tem gente que sente arrepios só de ouvir falar.
Veja os dados da principal avaliação de educação básica, o PISA, divulgado em 2016. Entre as 70 nações avaliadas, os estudantes do Brasil ocupam a preocupante 65ª posição. Essa mesma avaliação constatou que mais de 70% dos alunos brasileiros entre 15 e 16 anos não conseguem resolver questões básicas com números.
Felizmente, muita gente já conseguiu mudar seus conceitos acerca da matemática. E tem se saído muito bem. O portal CPP participou do Seminário Mentalidades Matemáticas, no Hotel Meliá, em São Paulo, e conheceu novos padrões sobre a aprendizagem capazes de aniquilar a rejeição do aluno pela matemática.
O seminário apresentou as ideias da professora Jo Boaler, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos e suas recentes pesquisas a respeito do cérebro. Sua experiência como educadora argumenta que todo ser humano pode dominar os conteúdos de matemática na educação básica. O que a pesquisadora Jo Boaler apresentou neste seminário foram dados que aniquilam algumas crenças acerca das dificuldades em aprender matemática. Segundo a neurociência, qualquer pessoa é capaz de aprender a disciplina de forma fácil e agradável, até os conteúdos de altíssima complexidade.
Um ponto interessante nas pesquisas revela que as aulas de matemática mais produtivas são aquelas que conseguem focar o aluno na compreensão do problema e na sua resolução, ao invés da memorização pela repetição. Chamar a atenção do aluno que diante do erro o melhor é que tentar novamente, de forma diferente, até acertar porque assim, segundo a neurociência, é que se promove o desenvolvimento cerebral, foi outro ponto bem esclarecido no evento. O importante para o cérebro é a maneira como ele é reorganizado, por meio da aprendizagem.
Para conhecer a plataforma “YouCubed”, fundada pela professora Jo Boaler, com orientações específicas aos professores que querem adotar uma forma agradável ao ensino da matemática, o Instituto Sidarta, em parceria com o Itaú Social, traduziram para o português esse novo conceito de aprendizagem, conhecido internacionalmente.
Coordenado pela professora Jo Boaler, que participou do evento dos EUA por meio de videoconferência, o Instituto Sidarta, Fundação Lemann e Fundação e Itaú Social realizaram evento com participação de Jack Dieckmann, diretor de pesquisa do Centro de Estudos Youcubed, da Universidade de Stanford (EUA).
