Foto:diretoria e governador em reunião

Proposta é alcançar índice que reponha perdas inflacionárias de 4 anos sem correção salarial

O presidente José Maria Cancelliero e os vice-presidentes Loretana Paolieri Pancera e Silvio dos Santos Martins se reuniram nesta quinta-feira (7) com o governador Márcio França para tratar de salário. O encontro ocorreu na Sede Regional do CPP em São Carlos, com presença do diretor local Azuaite Martins de França.

Cancelliero sinalizou ao governador que os professores ficaram quatro anos sem reajuste, o que gerou déficit de 25% na folha de pagamento de ativos e aposentados. O índice considera as perdas do período inflacionário. Ele reforçou que o ex-governador Geraldo Alckmin concedeu 7% recentemente, antes de deixar o cargo para se candidatar à Presidência da Repúlica, mas que ainda faltam 18%.

O chefe do executivo se mostrou aberto ao diálogo e sensível à causa do magistério. França lembrou que tem conversado inclusive com o Supremo Tribunal Federal (STF) para revogar liminar da ministra Cármen Lúcia que impediu reajuste de 10,15%. A ação foi impetrada por Alckmin, sob alegação de que o índice superaria o limite fiscal do estado.

Como sempre, o CPP quer manter encontros recorrentes com o governo para reivindicar melhorias para a categoria. “Acreditamos no diálogo como meio efetivo para mudanças”, afirmou Cancelliero, sugerindo que há possibilidade de a liminar ser suspensa e professores conseguirem os 10,15% de reajuste, mesmo que parcelado em três vezes.

Na próxima semana a entidade se encontrará com o novo secretário estadual de Educação. A ideia é apresentar a João Cury Neto reivindicações como a retomada da Comissão Paritária, respeito à Lei da Data-Base, entre outros.