
“Somente por meio da Educação é que mudamos o mundo. Escrita e leitura são ferramentas essenciais para isso”, Eliseu Gabriel
“Momento marcante na história da Academia Estudantil de Letras”, Maria Sueli Fonseca Gonçalves
Na tarde da sexta-feira, 29 de junho, no salão nobre da Câmara dos Vereadores de São Paulo foi lançada a terceira edição do livro “Descobrir-se autor”, composto por 30 contos, minicontos e microcontos escritos por 349 estudantes integrantes de Academias Estudantis de Letras (AEL) de escolas da rede municipal de ensino de todas as regiões da cidade. O terceiro volume da obra integra a 7ª Semana de Incentivo e Orientação ao Estudo e à Leitura, lei do vereador Eliseu Gabriel.
Um dos contos – Uma linda tarde na Biblioteca – DRE São Miguel Paulista – de produção coletiva – é de autoria de crianças e jovens de 9 a 19 anos e de uma senhora de 67 anos, Marcielena Gonçalves de Sousa. Todos eles fazem parte da “AEL Biblioteca João Cabral de Melo Neto”.
A AEL Biblioteca João Cabral de Melo Neto é a primeira AEL de Bibliotecas. Tem uma configuração um pouco diferente das AELs das EMEFs. Esta AEL realiza os encontros acadêmicos no CEU Curuçá, em São Miguel Paulista e não é constituída somente pelos alunos da EMEF daquele CEU; envolve toda a comunidade que frequenta a Biblioteca: adultos e crianças, escritores, bibliotecários, filhos de bibliotecários, escritores, alunos de escolas estaduais e particulares do entorno. Foi fundada com cerca de 100 membros, composta por uma diversidade espetacular.
O evento contou com presença dos alunos-autores, de coordenadores do Projeto AEL nas Unidades Educacionais e de representantes de Diretorias Regionais de Educação.
“O livro valoriza e respeita ideias, opiniões e experiência de vida dos estudantes, entendendo a literatura como um fazer vital, de fruição do conhecimento, da curiosidade e da criatividade, em consonância com o Currículo da Cidade”, afirmou Alexandre Schneider, secretário municipal de Educação.
A Academia Estudantil de Letras – AEL é uma usina de talentos. Com adaptações para o público estudantil é uma autêntica Academia de Letras, onde os próprios acadêmicos escolhem um autor da literatura para representá-lo. Em sua dinâmica, os alunos fazem pesquisas e realizam seminários a respeito dos seus autores literários, compartilham conhecimento, passam a perceber o ponto de vista do outro e desenvolvem a autonomia. Atualmente, são 120 academias constituídas. Um voo cada vez mais alto e aguerrido.
“Foi emocionante! Parabenizo todos os que tornaram possível esse momento marcante na história da Academia Estudantil de Letras. Muito obrigada!”, revelou a professora Maria Sueli Fonseca Gonçalves, a Suelizinha, como carinhosamente é conhecida, criadora da Academia Estudantil de Letras.
“Não imaginei que meu desejo de editar um livro de alunos da rede pública municipal pudesse trazer tanta satisfação. O resultado desta terceira edição é um livro repleto de esperança de um futuro melhor para nossos jovens. Isso ratifica a minha convicção: somente por meio da Educação é que mudamos o mundo. Escrita e leitura são ferramentas essenciais para isso”, declarou o vereador Eliseu Gabriel.
