
Paralisação, que acontece nesta segunda(4) atinge todos os setores do serviço municipal
Professores e outros servidores públicos municipais prometem entrar em greve a partir da meia-noite desta segunda-feira (4). O principal motivo da paralisação é a tentativa de revogação do projeto de lei 17.020/2018, que cria a Sampaprev (São Paulo Previdência) e, entre outras medidas, prevê o aumento da alíquota de contribuição previdenciária dos servidores (de 11% a 14%).
As aulas da rede municipal de ensino estão marcadas para voltar nesta segunda-feira, mas a recomendação dos sindicatos é para que os professores estejam em greve, segundo a assessoria de imprensa do Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal). A entidade não soube dizer, no entanto, quais serviços públicos serão afetados, mas espera “adesão total”.
Em informe divulgado aos trabalhadores, convocando-os à mobilização, o Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais) diz que buscará “todo o apoio possível” da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e de sindicatos, movimentos sociais e partidos comprometidos com a defesa dos serviços públicos.
Segundo o texto, a paralisação defenderá os salários dos servidores do “confisco” e o “direito a uma aposentadoria digna.” De acordo com o presidente do Sindsep, Sergio Antiqueira, uma assembleia geral está marcada para as 14h desta segunda, em frente à sede da Prefeitura de São Paulo. Durante o ato, os trabalhadores definirão por quanto tempo a greve deverá permanecer.
Em nota, a prefeitura informou que a aprovação da reforma da Previdência deve resultar em uma redução de cerca de R$ 370 milhões por ano no déficit para a cidade de São Paulo. O órgão diz que respeita o direito constitucional à greve, mas que, “caso não fosse aprovada a reforma previdenciária no município, seria mantido o crescimento do déficit em ritmo acelerado”, o que comprometeria o equilíbrio fiscal e afetaria o salário dos servidores. A gestão diz ainda que mantém diálogo constante com as entidades sindicais nas mesas de negociações.
Fonte: Agora São Paulo
