Foto: Alex Ferreira/Câmara dos Deputados

Presidente publicou no Twitter nome de Abraham Weintraub para assumir a pasta no lugar de Ricardo Vélez Rodríguez

O presidente Jair Bolsonaro anunciou na manhã desta segunda-feira (8) a saída de Ricardo Vélez Rodríguez do comando do MEC (Ministério da Educação) e afirmou que Abraham Weintraub assumirá o cargo.
 

Na sexta-feira (5), Bolsonaro disse em café da manhã com jornalistas que a avaliação do trabalho de Vélez era ruim. “Tá bastante claro que não está dando certo o ministro Vélez”, afirmou.

Vélez havia dito, durante o 18º Fórum Empresarial Lide na sexta, que não tinha conversado com o presidente sobre o assunto, após o presidente ter sinalizado possível demissão do auxiliar.
 

Em fevereiro, a gestão de Vélez frente à pasta foi alvo de críticas quando o MEC enviou a escolas públicas e privadas do país um e-mail em que pedia que os estabelecimentos de ensino mandassem ao ministério vídeos de alunos cantando o Hino Nacional, o que não é permitido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, a não ser que haja autorização expressa dos pais.
 

O e-mail continha ainda uma mensagem do ministro que deveria ser lida nas escolas. A mensagem continha o slogan do governo Bolsonaro. Posteriormente, o ministro voltou atrás na decisão.
 

“Comunico a todos a indicação do Professor Abraham Weintraub ao cargo de Ministro da Educação. Abraham é doutor, professor universitário e possui ampla experiência em gestão e o conhecimento necessário para a pasta. Aproveito para agradecer ao Prof. Velez pelos serviços prestados.”
 

Weintraub é professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é mestre em Administração na área de Finanças pela FGV (Faculdade Getulio Vargas), MBA e graduado em economia pela USP (Universidade de São Paulo).

 

O novo ministro tem experiência como executivo do mercado financeiro com passagem pelo grupo Votorantim. Weintraub integra a equipe do governo desde novembro, quando integrou a equipe do gabinete de transição. É próximo do Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), de quem era secretário-executivo.
 

Fonte: R7