
Paulo Henrique Camargo foi internado já em estado grave no dia 18 de fevereiro; ele ficou intubado por 10 dias no Guarujá
Um professor de 45 anos morreu por complicações da Covid-19 no Guarujá, no litoral paulista. De acordo com um amigo, ele estava internado desde o dia 19 de fevereiro na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) conhecida como PAM Rodoviária. “O Paulo era um exemplo de profissional, amigo, uma pessoa muito culta, educado, muito dedicado à profissão dele. Os alunos eram os filhos dele.” Foi assim que um amigo próximo, que não quis se identificar, definiu o professor da Escola Estadual Ignácio Miguel Estefno, que fica na Rua Desembargador Plinio de Carvalho Pinto, no bairro João Batista Julião.
Paulo Henrique lecionava inglês e português para alunos do Ensino Fundamental II. De acordo com o amigo, ele era uma pessoa que sempre se cuidava e não tinha problemas de saúde. “Ele sempre foi uma pessoa que se cuidou muito, nunca teve problemas crônicos, nada. Por conta da Covid-19, ele era mais cuidadoso ainda. Ele tinha pânico de pessoas que não usavam máscaras”, conta.
Segundo o amigo, Paulo Henrique começou a sentir sintomas na segunda semana de fevereiro, e no dia 19 foi levado para o PAM Rodoviária já em estado grave. “Todos os sintomas da doença deram nele ao mesmo tempo. Ele ficou intubado por dez dias na semi-UTI da UPA, e foi transferido para o Hospital Santo Amaro na segunda-feira (1º), ao meio-dia, e veio a falecer duas horas depois”, lamenta.
O Hospital Santo Amaro confirmou, por meio sua assessoria de imprensa, que o professor chegou em estado gravíssimo, vindo da UPA. Ingressou no HSA direto na Unidade de Terapia Intensiva, já evoluindo para óbito.
O corpo do professor foi transferido para a cidade de Itararé, no interior de São Paulo, próximo ao Estado do Paraná, onde estão os familiares. O sepultamento ocorreu na manhã desta terça-feira (2). Segundo o amigo, a cerimônia foi restrita. “Foi um sepultamento com poucas pessoas, por conta da Covid-19. O caixão estava lacrado, nem a mãe dele, que já é de idade, estava presente. A vida dele foi ceifada, perdi um amigo”, lamenta.
O site de notícias G1 também conversou com Carlos Leonardo da Silva, colega de trabalho de Paulo Henrique na escola estadual. “No pouco período que tivemos contato, ele se mostrou alguém gentil, companheiro no ambiente escolar. Sempre bem cuidadoso com as medidas de higiene. A gente lamenta, infelizmente, essa perda”, conta.
POSIÇÃO DO CPP
Mais uma vez, o governador João Doria (PSDB) e o secretário de Educação Rossieli Soares não ouvem as entidades do magistério. É um desrespeitando aos profissionais da Educação, que estão tendo suas vidas interrompidas por causa da truculência do governo.
Escolas só deveriam reabrir com profissionais da educação vacinados. O contrário disso resulta no que estamos vendo nos jornais diariamente. Professores infectados estão morrendo por causa da gravidade da doença, alunos infectados que também estão chegando a óbito e escolas sendo fechadas. São lamentáveis as posições irredutíveis do governo. Durante o período de avanço da Covid-19, as aulas remotas são a única saída.
Conteúdos escolares podem ser recuperados. Vidas que se perdem, não. Uma lição que Rossieli e Doria precisam aprender.

Sim nós professores mesmo aposentados queremos a vacina para todos da educação. Isso é triste saber que professores e alunos estão contraindo o covide e os governantes não tomarem conhecimento.
Diretoria do CPP Bragança Paulista SP.