Mais um caso de violência acontece um dia após ataque em outra unidade no Estado

Um adolescente de 13 anos atacou a Escola Municipal Yeda Barradas Carneiro, onde estuda, na cidade de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, na Bahia. Nesta terça-feira (27), ele ateou fogo no colégio e feriu a diretora com uma faca. O estudante entrou no colégio e atirou explosivos caseiros do tipo coquetel molotov, que causaram as chamas. Em seguida, teria esfaqueado a coordenadora.

Conforme a direção da escola, o ataque ocorreu logo após o início das aulas, por volta das 7h30. O garoto, que é aluno do 8º ano, chegou à escola normalmente, mas logo foi ao banheiro, onde tirou a farda e vestiu uma roupa preta, com capuz, e se dirigiu de volta à sala de aula, com o material explosivo e a faca. Em seguida, ele mandou que todos saíssem, e ateou fogo no local.

Tão logo perceberam a intenção do adolescente, os professores e demais funcionários evacuaram a escola. A direção supõe que o objetivo do menor não era machucar os colegas, apenas atingir o prédio escolar. As chamas atingiram um quadro negro, parte da parede da sala e o forro do teto, além de alguns murais que estavam pendurados.

Professores acreditam que o menino tenha sofrido uma espécie de surto, tendo em vista ser considerado um aluno que sempre se comportou dentro do que é considerado normal para a sua idade.

Em entrevista veiculada pelo jornal O Estado de São Paulo desta quarta-feira (28), Luis Picazio Neto, especialista em medicina comportamental pela Unifesp, explica que a recorrência de ataques em escolas praticados por estudantes adolescentes pode relação com a infância. Questões relativas ao comportamento e à personalidade. Ele alerta, porém, que o número de casos de agressividade têm aumentado com professores e alunos como vítimas.

Segundo ele, é necessário atuar de forma preventiva, incentivando debates, palestras, aulas e supervisões com profissionais de saúde e educação que abordem esses temas. “Temos que promover um resgate da educação, do respeito às diferenças e ao próximo”, afirma Neto, ressaltando que é preciso tratar a questão da saúde mental em empresas, escolas e outros ambientes como algo do alicerce do ser humano.