O “Dia Municipal da Luta Contra a Medicalização da Educação” será comemorado no Parque do Piqueri em 9 de novembro. Para a toda a família, o evento é gratuito e aberto ao público das 10h às 16h.
Instituída em 2012, a data é comemorada oficialmente em 11 de novembro e tem como objetivo mobilizar a sociedade, especialmente famílias com crianças e jovens em idade escolar, para que se posicionem criticamente diante da onda de diagnósticos de problemas de aprendizagem que tem crescido muito nos últimos anos. O Fórum sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade realiza este evento, visamos assim ampliar a democratização do debate, estabelecendo mecanismos de interlocução com a sociedade civil, desmitificando pretensos benefícios da medicalização e alertando para os riscos dessa prática.
O evento
Durante o evento, haverá atividades lúdicas para as crianças e jovens, como roda de capoeira, oficinas de leitura de contos infantis, oficinas de brinquedos – malabares e barangandão colorido – e brincadeiras diversas. Para os adultos, será possível obter informações sobre o movimento de desmedicalização da vida, tirar dúvidas e compartilhar suas preocupações.
O que é o movimento
O Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade foi fundado em 2010, tendo por finalidade articular entidades, grupos e pessoas para o enfrentamento e a superação do fenômeno da medicalização. Entendemos por medicalização o processo que transforma, artificialmente, questões não médicas em problemas médicos. Temos visto crianças sendo medicadas sem necessidade, por supostamente serem portadoras de hiperatividade e outros quadros correlatos, como dislexia, sendo responsabilizadas individualmente por fracassos escolares, sem que se avalie o contexto social, econômico e histórico neles implicados. Assim, problemas de diferentes ordens são apresentados como “doenças”, “transtornos”, “distúrbios”, gerando sofrimento psíquico na pessoa e sua família, enquanto governos, autoridades e profissionais são eximidos de suas responsabilidades.
Uma vez classificadas como “doentes”, as pessoas tornam-se “pacientes” e, consequentemente, “consumidoras” de tratamentos, terapias e medicamentos.
Temos como princípios: Defesa das pessoas que vivenciam processos de medicalização; Defesa dos Direitos Humanos; Defesa do Estatuto da Criança e Adolescente; Direito à Educação pública, gratuita, democrática, laica, de qualidade e socialmente referenciada para todas e todos; Direito à Saúde e defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e seus princípios; Respeito à diversidade e à singularidade, em especial, nos processos de aprendizagem; Valorização da participação popular.
Nosso Manifesto conta com a adesão de centenas de participantes e de entidades, ligadas à área de educação e saúde, primordialmente (cf. em www.medicalizacao.org.br).
SERVIÇO:
Evento ‘Dia Municipal da Luta Contra a Medicalização da Educação’
Data: 9 de novembro
Horário: 10 às 16 horas
Local: Parque do Piqueri
Endereço: Rua Tuiuti, 515 – Tatuapé/SP
Secom/CPP

Vamos nesta festa, por uma sociedade com menos rótulos e com mentes mais criativas e autênticas!!