Professor é o único profissional que  inicia sua jornada de trabalho às 05:00 horas da manhã em casa, preparando suas aulas para ministrá-las às 07:00 horas. É o profissional que chega antes de qualquer outro. Pode acontecer que essas aulas sejam preparadas após laboriosa jornada diária, da meia noite às 02:00 horas da madrugada. Com descanso de quatro horas, reinicia sua jornada às 06:00 da manhã.

Neste, como em todos os períodos de eleição, o Professor é destaque em todas as prioridades de Educação. Costumam dizer que o Professor é prioridade na Educação do Estado de São Paulo, que estão dando um aumento acima da inflação e isto em entrevista à Revista Veja São Paulo, edição de 1º de Outubro do corrente ano, assim como outros candidatos. Deve haver algum engano, pois não tivemos nenhum aumento.

 

O que recebemos foi a última parte dos 42%: divididos em quatro parcelas anuais, sem correção, e o que é pior, sem respeito à data base. Afirmam os colegas que receberam apenas essa parcela de 7%. Outro candidato afirmou que os Professores devem ser respeitados, pois a “missão” de educar é “sagrada” . Tornou-se realmente uma missão para esses profissionais: na inclusão de alunos deficientes e o Professor sem preparo ou infraestrutura.

 

Sabendo desta realidade, o que me faz arrepiar é quando falam em “período integral”. Falam sem a responsabilidade. Como ficarão as crianças? Em sala de repouso, bibliotecas, enfermaria, cozinha, refeitório? Tem escolas que sequer atendem em meio período.

 

Nada contra estes projetos, mas é revoltante como anunciam levianamente. O Professor em sua “missão” terá que tratar com o deficiente (sem estar preparado), e em período integral. É obvio que as crianças sofrerão. Nada de inclusão e nada de conforto, se não for realmente programada a infraestrutura.

 

Contamos com os jornalistas para que façam matérias investigativas e continuem apontando as realidades das escolas brasileiras em São Paulo e alhures neste país, apontando as injustiças quanto à LC 836/97 data base, sobre o Professor Categoria O, formas de contratações e a realidade desses profissionais, sobretudo as escolas onde háinfiltrações e o abandono.

 

Por favor, respeitem os Professores!   

Professora Laismeris Cardoso de Andrade
Diretora Regional do CPP

 

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