Enquanto muitos professores lutam para sobreviver lecionando em três ou quatro escolas, com uma carga que passa das 15 horas diárias (sem levar em consideração a jornada dupla ou tripla de vários docentes no cuidado do lar e dos filhos), muitas vezes utilizando o fim de semana para preparar aulas e corrigir provas, os senadores da República decidiram que irão trabalhar apenas nove dias por mês. Segundo matéria do Estado de S.Paulo publicada no portal UOL, os parlamentares definiram, com o aval do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que serão votados projetos somente às terças, quartas e quintas-feiras.
Nas segundas e sextas, com sessões não deliberativas, as ausências dos senadores não serão consideradas faltosas. E, ainda de acordo com o jornal, na última semana do mês, o trabalho será remoto e “com pauta tranquila”.
Numa conta simples de multiplicação chegamos a nove dias trabalhados no mês. Com um salário mensal que, em abril, subirá dos atuais R$ 39,2 mil para R$ 41,6 mil. Segundo o próprio jornal O Estado de S.Paulo, o Brasil tem o segundo congresso mais caro do mundo, ficando apenas atrás dos Estados Unidos.
