Autor do livro “1968 – O ano que não terminou”, o jornalista e escritor Zuenir Ventura foi eleito, no Rio de Janeiro, para a Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele ocupará a cadeira 32, que ficou vaga com a morte do dramaturgo, poeta e romancista Ariano Suassuna (ocorrida em julho deste ano). Zuenir foi eleito com 35 votos.

 

Na votação, estavam presentes 18 acadêmicos e 19 votaram por carta. O presidente da academia, Geraldo Cavalcante, ressaltou que Zuenir é querido por sua dedicação e lucidez e pela argúcia com que acompanha a vida social e econômica do Brasil. Anteriormente, a cadeira foi ocupada por Carlos de Laet, Ramiz Galvão, Viriato Correia, Joracy Camargo e Genolino Amado.

 

Para o escritor, a notícia da eleição teve impacto pra lá de positivo. “Demorei a me candidatar porque das outras vezes meus amigos se candidataram e eu achei que eles mereciam mais do que eu”, declarou Ventura, chamando atenção para a emoção de suceder Ariano Suassuna. “Dedico essa vitória a Zélia Suassuna”, concluiu.

 

Carreira

 

Zuenir Ventura é Bacharel e Licenciado em Letras Neolatinas, jornalista, ex-professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Mineiro, é colunista atual do Jornal O Globo. Ingressou no jornalismo como arquivista, em 1956. 

 

Na década de 60, conquistou bolsa de estudos para o Centro de Formação os Jornalistas de Paris e, na sequência, trabalhou para diversos veículos brasileiros. Em 1988, lançou o livro “1968 – O ano que não terminou”, cujas vendas já ultrapassaram os 400 mil exemplares. Publicou ainda a série de reportagens “O Acre de Chico Mendes”, que lhe rendeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog.

 

Em 2008, recebeu da Onu um troféu por ter sido um dos cinco jornalistas que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no país nos últimos 30 anos. Atualmente, tem 83 anos. É casado com Mary Ventura, com quem tem dois filhos.

 

Secom/CPP