Nesta segunda-feira, 6, o novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, tomou posse do cargo. Em discurso, o professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP) pediu a união de todos os setores da sociedade para o Brasil poder avançar na área educacional, ressaltou a necessidade de priorizar a educação básica e pediu respeito aos profissionais educadores.
“Respeitem, respeitemos o professor. Valorizem, valorizemos quem educa”, destacou o ministro, chamando atenção para a impossibilidade de promover mudanças significativas na sociedade sem constante valorização dos educadores em todos os níveis de ensino.
De acordo com Janine, a proposta é que o Brasil seja um País de todos, sem qualquer discriminação, com absoluta igualdade de oportunidades, o que aponta para a educação como instrumento para a conquista desses objetivos. Diante disso, ele falou em maior atenção por parte do Ministério da Educação (MEC) para o ensino básico, sobretudo creches, uma vez que são as crianças as responsáveis pelo futuro.
O discurso do atual ministro foi marcado também pela ênfase de que o aprendizado é uma atividade contínua na vida de todos.
Ideias
Dois dias antes da cerimônia de posse, Renato Janine concedeu entrevista ao jornal Folha de São Paulo e falou sobre questões que pretende tratar enquanto ministro da educação. O respeito ao professor, principalmente da educação básica, foi ponto inicial da conversa, visto que a representação dos profissionais, inclusive na mídia, é acentuadamente negativa na opinião dele.
A melhoria na formação dos professores é necessária, o que inclui a questão salarial, carente de equacionamento entre Estados e Municípios. O professor falou em participação da União, apesar de a área ser constitucionalmente de estados e municípios, com recompensas por metas atingidas e controle dos resultados, mas essencialmente com oferta de ferramentas que melhorem a qualificação dos profissionais.
Sobre o trabalho do MEC, o ministro falou das dificuldades que terá em um ano de restrições orçamentárias, mas garantiu que fará o máximo dentro do valor disponível. O ensino a distância, por exemplo, deve ser valorizado porque ele tem parte do custo que independe do número de alunos. Uma das prioridades da gestão é também a ampliação de creches, para melhorar a vida daqueles que são o patrimônio do País.
Outro ponto abordado por Janine foi a educação básica. Segundo ele, hoje, a educação pode ter os 18% das receitas de impostos da União garantidos pela Constituição, mas a maior parcela vai para universidades federais. Então, é preciso que as universidades participem do salto na qualidade da educação básica. Quanto a isso ele fala em responsabilidade social, que faça com que os estudantes de universidades públicas se responsabilizem pela relação direta que eles têm com o Brasil por meio de trabalhos.
Secom/CPP
