A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) vai suspender, a partir de 20 de maio, a comercialização de 87 planos de saúde, oferecidos por 22 empresas. Os principais motivos para a punição das operadoras foram o descumprimento de prazos máximos de atendimento e queixas, por exemplo, de negativas indevidas de coberturas. Ao todo, cerca de 3,2 milhões de pessoas devem ser afetadas pela medida. A lista está disponível no site da agência.
Durante o 13º ciclo – período de três meses em que a ANS computa as reclamações e avalia o atendimento dos planos -, que foi de 19 de dezembro de 2014 a 18 de março de 2015, a agência recebeu 21.294 reclamações de usuários de planos de saúde no Brasil – 11.007 foram considerados pelo programa de monitoramento.
A ofensiva contra a atitude das operadoras, porém, ainda precisa mostrar mais resultados. Segundo a agência, das 22 empresas punidas, oito já estavam com operações suspensas. Das 14 restantes, 11 são reincidentes e terão os planos congelados mais uma vez.
Nos casos de suspensão, os usuários continuam sendo atendidos, mas a companhia não pode receber novos clientes até resolver os problemas assistenciais e ser autorizada pela agência a vender planos.
A quantidade de empresas suspensas neste ciclo é a maior desde junho do ano passado, quando 28 operadoras foram punidas pelos mesmos motivos. De lá para cá, a ANS viu diminuir o número de companhias que praticaram alguma ilegalidade no atendimento no usuário. Por outro lado, o total de planos negados no mesmo período só aumentou – saltou de 65 em junho de 2014 para 87 no relatório divulgado ontem (18/5).
Reativação. Enquanto 87 planos de saúde foram suspensos, a agência autorizou que 34 voltem a ser comercializados após ajustes no atendimento ao beneficiário do pacote assistencial.
Secom/CPP
