O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, garantiu que o governo federal manterá a educação infantil como prioridade, mesmo com crise econômica, mas indicou que a pasta será criteriosa para repassar recursos para cidades que garantam capacidade de manter o funcionamento das unidades.

 

O ministro disse ao jornal O Estado de São Paulo nesta semana que o MEC tem atuado muito na direção de ter certeza de que, quando uma creche for construída, haja recursos para manter seu funcionamento e pessoal capacitado para estar com as crianças. Alertou ainda que uma das coisas ruins no Brasil é: “vamos fazer e depois ver como fica”. Ele tem certeza que quando liberarem dinheiro para uma creche ou quando dão um ônibus para o transporte escolar de que realmente isso será usado.

 

Municípios se queixam de entraves para obter os recursos neste ano. Como o jornal O Estado de São Paulo informou ontem, 21, o MEC mudou as regras de convênios, permitindo que as Prefeituras toquem a licitação diretamente – e não mais de modo centralizado em Brasília. Segundo Ribeiro, a mudança permitiu destravar a construção de 3 mil creches.

 

Na Coreia, o ministro brasileiro foi um dos poucos a se pronunciar na plenária de abertura. Ele ressaltou o avanço do país no combate à pobreza e à miséria, assim como no acesso à educação. “Temos muita coisa a crescer em qualidade, mas o elogio (da Unesco e do Banco Mundial) se deve sobretudo às melhoras em todos os indicadores”, disse. Ele colocou o ministério à disposição de outros países que queiram compartilhar da experiência brasileira.

 

Para Ribeiro, o debate sobre financiamento da educação e uso de tecnologias como forma de democratizar o conhecimento teve destaque no encontro. Sobre a Coreia do Sul, sempre apontada como um exemplo de salto econômico por meio da educação, o ministro ressaltou que a valorização do docente faz a diferença. “O principal fator de êxito parece estar na valorização do professor. Aqui o professor é muito valorizado, do ponto de vista econômico e de prestígio social.”

 

Secom/CPP