O custeio das universidades federais faz parte da redução do Ministério da Educação. Entenda o processo do MEC: o orçamento do Ministério da Educação terá um corte de R$ 9,4 bilhões que vai afetar diretamente o repasse de verbas federais para obras no setor e o número de vagas e bolsas de programas como Ciência sem Fronteiras e Pronatec.

 

“Não podemos ignorar que este é um ano difícil financeiramente”, afirmou o ministro Renato Janine (Educação) em audiência pública no Senado Federal, nesta terça-feira, 9. Ele destacou, no entanto, que ações “extremamente importantes” terão seus recursos preservados.

É o caso de repasses para merenda e transporte escolar das redes de educação básica e o custeio das universidades federais. Ao mesmo tempo, obras em instituições de ensino superior serão afetadas: “Obras que estão avançadas, serão concluídas. Obras que estão no início, serão adiadas”, disse Janine.

 

Durante cerca de quatro horas, ele falou acerca de  programas e ações do MEC em audiência pública da comissão de educação do Senado. “Não adianta brigarmos com a realidade. O orçamento é limitado pela economia, não podemos propor ou prometer o que não é viável agora. Não será fácil a gestão do MEC neste ano”, concluiu.

Ainda que o slogan do novo governo da presidente Dilma Rousseff seja “Pátria Educadora”, o ministério foi o terceiro mais atingido pelo corte no Orçamento anunciado no mês passado. A pasta  terá de trabalhar com um orçamento de R$ 39 bilhões.

 

Secom/CPP