O termo gênero surgiu para entendermos e respondermos às desigualdades que tem sua raiz no machismo e no patriarcado. Para mudarmos essa situação é importante educar crianças e jovens para pensarem de forma crítica e, assim, cotidianamente, agirem como cidadãos e cidadãs defensores da democracia.
No mês de maio e junho, prefeituras de todo o Estado elaboraram os seus planos, definindo as diretrizes e metas para a educação nos próximos dez anos. Os planos foram encaminhados às câmaras municipais e depois serão homologados pelos prefeitos.
Na cidade de São Paulo foi discutido e votado um substitutivo ao Plano enviado pela gestão anterior à Câmara Municipal. O substitutivo previa conteúdos curriculares sobre sexualidade, diversidade quanto à orientação sexual, relações de gênero e identidade de gênero.
Nas últimas audiências públicas, por conta de pressão de grupos religiosos junto aos vereadores, foram retiradas todas as referências àqueles conteúdos.
Movimentos e organizações da sociedade manifestaram-se contrários à retirada daqueles conteúdos por representarem um retrocesso ao pleno direito à educação democrática. Dentre os documentos publicados encontram-se a “Nota pública em defesa da igualdade de gênero nos planos de educação” e a Nota de repúdio.
Secom/CPP
