Atualizado em 07 agosto, 2024 às 11:21

O deputado federal Guilherme Boulos, candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PSOL, participou, na noite desta quarta-feira (24), de uma sabatina (veja abaixo a íntegra do evento e a galeria de fotos) sobre Educação municipal promovida pelo CPP, em sua Sede Central. A uma plateia composta por jornalistas, diretores do CPP e assessores do parlamentar, ele prometeu, se eleito, acabar com a contribuição previdenciária dos servidores aposentados e pensionistas da capital, popularmente conhecida como confisco.
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“Defendo, já estive junto a várias entidades e admiro a luta e o trabalho que o CPP também fez para poder acabar com o vergonhoso confisco de 14% dos professores aposentados, servidores da cidade de São Paulo. No estado de São Paulo, ele (confisco) já acabou ainda em 2022. No município, lamentavelmente ainda não, por efeito do Sampaprev 2, feito por esta gestão atual, e nós temos o compromisso de acabar com o confisco porque ele é injusto, desleal. E ele toma algo de pessoas que contribuíram a vida toda, inclusive para a Previdência, e agora não estão tendo seu direito garantido”, enfatizou o psolista.
Em um outro momento, após uma questão sobre concursos públicos elaborada pela jornalista do CPP Simone Tortato, também mediadora da sabatina, Boulos, que é professor, disse que tem proposta para suprir o que deixará de ser arrecadado com a contribuição.
“A dívida ativa de São Paulo hoje é de R$ 150 bilhões, mais ou menos. Nem tudo é recuperável. A estimativa de servidores da Fazenda municipal é que a gente tenha algo em torno de R$ 83 bilhões recuperáveis. Lógico, não de uma vez, você tem de ter um plano de recuperação. A estimativa é que a gente, com este plano, consiga chegar à recuperação de R$ 1,5 bilhão por ano. Parece pouco, mas o confisco da aposentadoria, revogando ele, o que vai significar para o custeio anual é de cerca de R$ 740 milhões, nem metade disso (R$ 1,5 bilhão). Então dá para você resolver o tema do confisco, se você fizer uma cobrança mais eficiente da dívida ativa”, disse.
Sobre concursos públicos, o candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo também se comprometeu, caso eleito, a chamar os aprovados nos atuais certames vigentes. E ainda realizar mais concursos, dentro, claro, da previsão orçamentária, priorizando áreas com déficit de servidores.
“Acho uma sacanagem quem foi aprovado num concurso…a pessoa estudou, se preparou, foi aprovada e fica um tempão sem ser chamada. É um desrespeito. Vai estar no nosso programa de governo chamar todos aqueles aprovados em concursos e abrir; lógico, isso sempre tem de ser de acordo com a disponibilidade orçamentária, com as condições da Prefeitura; novos concursos públicos nas áreas que estão mais defasadas. Educação é uma delas. Falta hoje professor em número suficiente, em número que seria o ideal na cidade de São Paulo. Agora, isso precisa ser feito olhando o orçamento”, salientou Boulos.
O tema segurança nas escolas e políticas para o fim da violência que hoje preocupa professores, alunos, famílias e toda a comunidade escolar, também foi abordado nas perguntas feitas ao candidato pelo CPP. Boulos disse que a GCM (Guarda Civil Metropolitana) terá seu efetivo reforçado e voltará a fazer rondas escolares. Ele também defendeu que cada unidade de ensino na cidade tenha a presença de um psicólogo.
“Nós temos algumas iniciativas que estamos pensando. Uma tem a ver com prevenção (da violência). Vamos assegurar, e isso vai estar no meu plano de governo que eu vou protocolar nos próximos dias, ter profissionais de saúde mental, psicólogos em todas as escolas municipais de São Paulo”, salientou o candidato, que também descartou, veementemente, a instalação do programa de escolas cívico-militares na cidade de São Paulo.
Além de Simone, participaram das perguntas ao candidato do PSOL os jornalistas Ana Basilio (Carta Capital), Beatriz de Oliveira (Nós, Mulheres da Periferia), Cintia Gomes (Agência Mural de Jornalismo das Periferias), Gabriel Cruz Lima (UOL) e Gustavo Lima (Revista Educação). Os temas abordados variaram de letramento ambiental a educação digital, passando por ensino de história e cultura afro-brasileira na rede pública municipal, valorização do professor e investimentos estruturais nas escolas, entre outros.




















Boa tarde. Tenho um profundo respeito à todos políticos, peço desculpas, mais é uma tremenda sacanagem alguém ganhar um cargo político, digo como prefeito desse imenso estado, para que possamos receber o que levamos a vida inteira pagando para que aposentassemos com todos direitos, as vezes me pergunto, será que vou aposentar novamente? Me desculpem, agora, caso o ministro venha adoecer, não existe mais ninguém pra julgar esse processo?