Atualizado em 08 agosto, 2024 às 12:10

O Centro do Professorado Paulista (CPP) lamenta profundamente a morte do professor José Carlos da Costa Custodio, aos 88 anos de idade, em Rio Claro, no dia 7 de junho.
Rio-clarense, filho de Antonio José Custodio e de Maria Luiza Costa Custodio, o professor Custodio nasceu no dia 13 de maio de 1936. Iniciou sua trajetória escolar em 1944, no “Grupo Escolar Cel. Marcello Schmidt”. No ano seguinte, estudou no “Grupo Escolar Cel. Joaquim Salles”, onde concluiu o curso primário.
Entre 1949 e 1952, frequentou a antiga Escola Industrial (atual Etec Prof. Armando Bayeux da Silva), onde, além de cursar o ginásio, habilitou-se como artífice–fundidor. Contudo, para que obtivesse o certificado ginasial que lhe permitisse prosseguir com seus estudos, submeteu-se ao exame de adaptação às disciplinas de Geografia, História Geral, Francês, Inglês e Latim no Instituto de Educação “Joaquim Ribeiro”. Assim, mediante a avaliação de quatro bancas, foi aprovado para o ingresso no Curso Normal, em 1954.
Sobre este fato, o professor José Carlos sempre lembrava com gratidão do apoio recebido por parte de sua madrinha, Maria Cândida Guidugli, que custeou a compra de livros e contratos de aulas particulares com o professor Roberto Garcia Losz. Por outro lado, recordava também o apoio e incentivo de sua prima, a professora Heloísa Lemenhe Marasca.
Já formado no magistério, frequentou o Curso de Aperfeiçoamento de Professores Primários, também no “Joaquim Ribeiro”, bem como, orientado por aquele professor, iniciou o Curso de Alfabetização de Adultos, na Instituição Beneficente “Nosso Lar” e também na Cadeia Pública local.
Naquela época, para o ingresso no cargo de professor primário, o candidato tinha de acumular pontos lecionando como substituto ou com aulas eventuais, o que era viável nos pequenos municípios no interior do estado. Nestas condições, o professor Custodio foi às cidades de Santa Fé do Sul e Três Fronteiras a 599 km de Rio Claro, onde lecionou apenas vinte dias.
Desalentado, voltou para casa cogitando ir para o Rio de Janeiro, onde residia sua irmã, Clarinda, para tentar outra profissão. Entretanto, bateu-lhe à porta a professora Vitalina de Piva, mãe de Pascoal, colega de escola, dizendo-lhe que seu filho não se interessara por uma classe vaga, e que se quisesse, poderia procurar a auxiliar de inspeção no “Grupo Escolar Cel. Joaquim Salles”.
Assim, em março de 1959, assumiu a docência em classe do curso primário na “Escola Masculina da Cidade dos Meninos”, da Ordem D.Orione, anexa ao Asilo de São Vicente de Paulo, obtendo títulos suficientes para efetivar-se como professor primário do estado, em Adamantina, onde lecionou na “Escola Masculina do Bairro do Pavão” e também na “Escola Navarro de Andrade”.
Alguns anos depois, em 1964, retornou para Rio Claro, ao remover-se para o “Grupo Escolar da Vila Indaiá”, no qual atuou como professor e também auxiliar de diretor. Paralelamente, lecionou, durante dois anos, no Curso Preparatório para o Ginásio, na Organização Escolar “Alem”. Na busca por aperfeiçoamento e progresso na carreira do magistério estadual, frequentou o Curso de Administradores Escolares no “Instituto de Estudos Educacionais Sud Mennucci”, em Piracicaba, findo o qual foi escolhido orador dos formandos.
Por grande empenho e dedicação aos estudos, teve o mérito, em 1967, de ser aprovado e classificado em 1º lugar no concurso de títulos e provas para o cargo de diretor de escola do estado de São Paulo, vindo a trabalhar, como efetivo, em vários estabelecimentos de ensino, a saber: Escola do Jardim Munhoz, em Osasco, em junho de 1968; Grupo Escolar Saída de São Pedro (hoje Escola Estadual Prof. Odilon Corrêa), em Rio Claro, por designação, em maio de 1969; Grupo Escolar “Prof. Máximo de Moura Santos”, em São Miguel Paulista, por remoção, em outubro de 1970; e em fevereiro de 1972, removendo-se por união de cônjuge, para o “Grupo Escolar da Vila Alemã”, em Rio Claro (atual Escola Municipal “Djiliah Camargo de Souza”), onde trabalhou por onze anos.
Também como forma de aprimoramento e visando complementação pedagógica, frequentou o Instituto Dom Bosco, em Americana, diplomando-se em Pedagogia com habilitação em
Administração e Supervisão Escolar, pelo que, em 1983, novamente por aprovação em concurso, pôde assumir o cargo de supervisor de ensino, na cidade de Limeira. Neste mesmo ano, conseguiu remover-se para a Delegacia de Ensino de Rio Claro, onde trabalhou até aposentar-se, aos 52 anos, em outubro de 1988.
Associado do CPP por muitos anos, colaborou na criação e instalação da sede regional em Rio Claro. Com uma vida toda dedicada ao magistério, pautada em integridade e competência, o professor Custodio, ou “Seu Custodio”, como ficou conhecido e até hoje é referenciado por muitos que tiveram o privilégio de conviver com ele, será sempre lembrado, certamente, com honradez e admiração.
O professor Custodio deixa a viúva, Mary Augusta Leonardo Custodio, também professora, além das filhas Cristine, Simone e Denise, seis netos (Pedro José, João Marcos, Luís Gustavo, Laís Cristine, Victor Achiles e Aline), e um bisneto (Bento).
Neste momento de profunda tristeza, a diretoria do CPP presta solidariedade à família, aos amigos e aos colegas do professor José Carlos da Costa Custodio.

A palavra que me acode ao me lembrar do querido orientador, diretor e amigo e dignidade.
Deus o abençoe nos novos caminhos .