Para conter os gastos e chegar a uma economia de R$ 26 bilhões no ano que vem, o governo federal decidiu congelar o reajuste dos servidores públicos e suspender novos concursos. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (14), pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa. Segundo ele, neste momento, o congelamento é “plenamente justificável”.

 

O reajuste de todo o funcionalismo será adiado de janeiro para agosto de 2016. Haverá ainda outras medidas de contenção, como a limitação de gastos com passagens, ligações telefônicas e diárias em hotéis. Também deixará de ser pago o abono de permanência para quem atinge as condições para se aposentar, mas continua trabalhando. Esses funcionários recebem uma gratificação de 11% do valor do salário. Há 101 mil servidores nessas condições apenas no Executivo.

 

Para justificar a decisão, Barbosa lembrou que os trabalhadores da iniciativa privada também estão sofrendo os efeitos da crise, negociando reajustes abaixo da inflação e com menos vantagens do que os servidores, que têm estabilidade de emprego e média de remuneração maior que os funcionários de empresas privadas. A intenção é reduzir gastos com pessoal em R$ 800 milhões.

 

Secom/CPP