
O governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, fez um pronunciamento na tarde desta sexta-feira (4) adiando o processo de reorganização escolar. A fala ocorreu no Palácio dos Bandeirantes, por volta das 13h30, onde inicialmente haveria uma coletiva de imprensa. Alckmin, porém, anunciou o adiamento e não se dispôs a falar com os jornalistas. Na entrada da sede do governo, inclusive, houve proibição de acesso de alguns profissionais da imprensa.
Durante 4 minutos, o governador defendeu o projeto de reorganização, apontando para melhoria de ensino em escolas de ciclo único. Em contrapartida, afirmou que recebeu com atenção mensagens de estudantes e familiares com dúvidas sobre o modelo, o que levou o executivo a decidir pelo adiamento. “Queremos discutir o assunto escola por escola, com a comunidade, com os estudantes e em especial com os pais dos alunos”, disse.
Segundo ele, 2016, que seria o ano da implementação do projeto, será usado para ampliar o diálogo. “Alunos vão continuar na escola em que já estudam, não haverá mudança.” Alckmin encerrou o pronunciamento com uma frase do Papa Francisco: “sempre que perguntado entre a indiferença egoísta e o protesto violento, há uma solução sempre possível, o diálogo.”
Estudantes comemoraram a decisão, mas afirmam que continuarão as ocupações de escolas até que a medida seja definitivamente cancelada. Além disso, representantes do movimento falam em diálogo aprofundado. “Faremos assembleia para discutir as próximas ações, mas queremos uma discussão não só em relação à reorganização, mas sim de uma nova escola pública. Queremos um projeto de educação de qualidade para o estado”, afirmou a presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Ângela Meyer.
