Atualizado em 12 setembro, 2025 às 11:22

Em 2024 o país registrou a menor taxa de analfabetismo dos últimos oito anos

Foto: Envato

Nesta segunda-feira (8), comemora-se o Dia Mundial da Alfabetização. A data foi criada pela ONU e pela UNESCO para estimular um amplo debate sobre a importância da alfabetização no mundo, especialmente em países com número considerável de analfabetismo.

Dados da PNAD Contínua sobre Educação de 2024 revelaram que o Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo dos últimos oito anos: 5,3%. O que corresponde a 9,1 milhões de brasileiros analfabetos com 15 anos ou mais.

A pesquisa do IBGE aponta para uma tendência da redução do analfabetismo entre os mais jovens, cujos percentuais diminuem progressivamente. No entanto, isso não acontece entre os grupos mais velhos. Em 2024, o Brasil registrou 5,1 milhões de analfabetos com 60 anos ou mais.

Entre as crianças em idade escolar, 59,2% foram alfabetizadas na faixa etária certa em 2024.Segundo especialistas, o período indicado para a alfabetização é até os 8 anos de idade, e quando esse processo acontece de maneira tardia pode gerar prejuízo emocional e social.

Apesar de ainda longe do ideal, os números no país estão crescendo e tentando reverter o impacto causado pela pandemia da Covid-19 no processo de alfabetização.

Isso porque, enquanto em 2019 o país tinha seis em cada dez crianças do 2º ano do Ensino Fundamental alfabetizadas, em 2021 esse número caiu para quatro em cada dez, segundo a pesquisa Alfabetiza Brasil, realizada pelo MEC.

As desigualdades no país somam-se a outros fatores que impedem uma Educação pública eficaz e de amplo alcance.

Diante desse cenário, neste dia 08 de setembro vale relembrar não apenas a importância de vencer o analfabetismo, mas também de se alcançar um nível de alfabetismo consolidado.