Atualizado em 15 setembro, 2025 às 10:38

Foto: Envato

Um estudo feito pelo MEC, em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Educação, a União dos Dirigentes Municipais de Educação e o Itaú Social, revelou um dado assustador: menos de 40% dos alunos dizem respeitar e valorizar o professor.

O resultado é fruto de uma pesquisa que ouviu 2,3 milhões de estudantes do 6º ao 9º ano em 21 mil escolas brasileiras. 

Na transição da infância para a adolescência, esses alunos fazem parte de uma etapa escolar com desafios próprios, e que terá uma política nacional voltada para ela.

O estudo foi feito separando os alunos mais novos (6º e 7º anos) dos mais velhos (8º e 9º), e constatou que o segundo grupo tem uma visão menos positiva sobre a escola.

A relação aluno-professor segue sendo o maior desafio, uma vez que apenas 39% dos mais novos e 26% dos mais velhos dizem respeitar e valorizar os docentes.

Os resultados práticos dessa pesquisa já são constatados em sala de aula há muito tempo pelos educadores, que estão, inclusive, sendo vítimas de violência verbal e física por parte dos alunos.

Uma pesquisa de 2023 já evidenciava essa crescente onda de violência no ambiente escolar e que atinge 1 em cada 5 professores, em São Paulo.

Neste ano, dados nacionais da Fapesp divulgados mostram que violência escolar mais do que triplicou nos últimos 10 anos.

Apesar da desvalorização da carreira docente, outro resultado chama atenção: mais da metade dos alunos diz que se sente acolhida pela escola.

O acolhimento desses alunos também diminui com a faixa etária: 66% dos mais novos se sentem amparados pela escola contra 54% dos mais velhos.

Na transição da infância para a adolescência, o público-alvo da pesquisa faz parte de uma etapa escolar com desafios próprios, e que terá uma política nacional voltada para ela.