Atualizado em 10 outubro, 2025 às 14:03
A insatisfação dos docentes brasileiros foi levantada pela pesquisa Talis, da OCDE

Menos de um em cada quatro professores está satisfeito com o salário que recebe no Brasil, é o que aponta a pesquisa Talis, divulgada pela OCDE, nesta terça (7).
Enquanto no país apenas 22% estão satisfeitos em relação ao salário, a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 39%.
O levantamento ainda revelou que apenas 44% dos docentes brasileiros estão satisfeitos com as condições de trabalho.
A análise considera dados do ano de 2024, e mostra que o percentual de satisfação é 8 pontos inferior ao resultado de 2018, quando 52% dos docentes se disseram satisfeitos.
A pesquisa ainda aponta que, de 2018 a 2024, além da queda da satisfação, o número de educadores efetivos caiu 16%.
Ou seja, no Brasil, 64% dos professores possuem contrato permanente, enquanto a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de 81%.
“Aqui em São Paulo, não é segredo para ninguém que, mesmo com vagas disponíveis e concursos abertos, o governo continua a insistir, e investir, em contratos temporários, que de temporários, no fim das contas, não tem nada! É como aquela fita adesiva para remendar, tapar um buraco, mas que acaba virando solução definitiva! Uma das pautas do CPP tem sido essa. Diminuir, cada vez mais, o número de professores temporários, aumentando consequentemente os professores efetivos, com seus direitos e segurança garantidos”, afirmou Silvio dos Santos Martins, presidente do CPP.
De acordo com Silvio, o sucateamento do ensino, o aumento de casos de violência nas escolas, a desvalorização salarial e o aumento no número de contratos temporários de trabalho, que tira direitos trabalhistas dos profissionais, podem estar diretamente ligados a essa insatisfação apresentada pela pesquisa.
“A luta é árdua e o caminho é longo. Mas vamos continuar batalhando para que melhores condições de trabalho sejam oferecidas para os professores de todo o país”, pontuou o presidente do CPP.

Desde os primórdios da min ha vida proffissional no magistério, afirmei e continuo a fazê-lo, o grave problema do Brasil não é a corrupção, não sãos os políticos, mas sim a FALTA DE EDUCAÇÃO, no sentido amplo. Se Bolsonaro concedeu 30%, o atual governo não pode conceder, pelo menos a metade? Sem professor não teremos advogados, magistrados, engenheiros, economistas etc… O professor precisa de antes, aprender a se valorizar, o que não ocorre no momento atual
Além do salário baixo, nós aposentados, fomos injustamente prejudicados com desconto previdenciário ilegal. Espero que ainda possa receber de volta os valores.
Não estou na ativa, leio comentários e pela mídia sobre a violência nas escolas, acredito que por este motivo muitos estão deixando de ser professor, além dos salários baixos e enfrentar uma carga horária extensa e ainda estar sujeito a sofrer represálias e por medo de ter sua vida ceifada por pessoas que não tem Deus no coração, talvez por vícios ou por conviver com ambientes de muitos conflitos. Pela mídia, analiso que as pessoas estão cada vez mais doentes.
Não estou na ativa, leio comentários e pela mídia sobre a violência nas escolas, acredito que por este motivo muitos estão deixando de ser professor, além dos salários baixos e enfrentar uma carga horária extensa e ainda estar sujeito a sofrer represálias e por medo de ter sua vida ceifada por pessoas que não tem Deus no coração, talvez por vícios ou por conviver com ambientes de muitos conflitos. Pela mídia, analiso que as pessoas estão cada vez mais doentes.