
O ano letivo 2026 se aproxima e os docentes já estão sentindo o impacto das mudanças feitas pela Seduc-SP no processo de atribuição de classes e aulas.
Por meio da Resolução Seduc Nº83, de 2025, a pasta estabeleceu que professores, diretores e coordenadores da rede estadual serão avaliados periodicamente entre si e pelos estudantes.
Além disso, coloca que o resultado da análise pode servir como instrumento para mudanças compulsórias no posto, aulas ou classes do professor.
A medida gerou situações de constrangimento e ameaças a professores feita por alunos, que repercutiram no fim do ano passado.
Agora, o que se tenta entender é o que vai acontecer com o docente que foi realocado, assim como qual será o impacto em sua classificação para o processo de atribuição.
De acordo com a advogada do CPP, Ana Carolina Soares, a recondução do professor não é apenas uma punição, mas gera um prejuízo real para a situação funcional do profissional.
“Essa avalição [de desempenho] não veio para gerar impacto positivo na educação do estado de São Paulo”, analisou ela.
O CPP tem atuado de perto nos casos relacionados a resolução n°83, no entanto, de acordo a advogada da entidade, a Seduc não tem cumprido algumas das decisões do poder judicial, e utiliza de mudanças de resolução para evitar o cumprimento.
Apesar disso, a entidade segue atenta e recomenda que os docentes associados que forem prejudicados durante o processo de atribuição de classes e aulas entrem em contato para receber o devido suporte.
