Dados do Instituto Semesp mostram o cenário

Foto: Envato

A educação brasileira corre o risco de enfrentar um “apagão” e dois motivos contribuem para o cenário: o envelhecimento dos docentes e o baixo número de jovens iniciando nesta carreira.

Dados do Instituto Semesp divulgados na última semana mostram também outros fatores que agravam e aceleram a crise educacional no país. A pesquisa analisa resultados de 2015 a 2023.

O número de professores idosos, com mais de 60 anos, mais que dobrou nos últimos 8 anos. Antes eram 18 mil profissionais nessa faixa e agora são 37 mil.

Por outro lado, os dados também mostram que não houve uma reposição desses professores. Houve uma queda de 31% na entrada de novos profissionais com até 24 anos iniciando a carreira docente.

De acordo com a Taxa de Renovação Docentes, desenvolvida pelo Instituto Semesp, as disciplinas com cenário mais crítico são: geografia, história e língua portuguesa.

Além disso, algumas disciplinas registraram uma queda acentuada da Taxa de Reposição , com destaque para: química, física e biologia.

Os resultados negativos são atribuídos pelo estudo a baixa competitividade da remuneração, falta de perspectiva na carreira docente e condições adversas de trabalho.

Com a proximidade da aposentadoria de boa parte da rede docente, a reposição da mão de obra se torna cada mais urgente.