Recentemente vimos ser aprovada a lei que proíbe os pais de bater, ofender, constranger os filhos. Já há algum tempo que aprovaram e fiscalizam a lei que impede menores de 16 anos de trabalhar. Concordaria com ambas, se não fossem tomadas com tanta rigidez. É um absurdo o que alguns pais fazem com os filhos, com surras violentas, até com paus. Alguns tratam seus filhos aos berros, com palavrões terríveis.
Concordamos que esses pais sejam severamente punidos. Quanto ao trabalho de crianças concordamos que os menores não possam ser empregados em serviços pesados, ou que ofereçam riscos de saúde ou de danos futuros por excesso, mas daí, não poderem trabalhar nem em serviços leves, ou até mesmo em firmas dos próprios pais.
Essa é uma proibição absurda, aliás na minha geração, todos os jovens trabalhavam desde os 13 ou 14 anos de idade, e nem por isso sofremos danos, aliás tivemos oportunidade de aprender desde jovens, a ter responsabilidade, e tivemos oportunidade de ter profissões nas quais muitos conseguiram muito sucesso na vida, e hoje vemos jovens de 16 anos totalmente irresponsáveis, sem interesse por nada, nem estudar, nem aprender algo de útil.
Os pais não podem mais dar umas palmadas nos filhos, nem chama-los a atenção com mais energia, e já tem filhos pequenos ameaçando os pais de se queixarem na polícia. Algumas pessoas acham até engraçadinha a criança desobediente que toma essa atitude. Acho que se os pais não tiverem condição de educar seus filhos à sua maneira, um dia talvez a policia tenha que fazê-lo.
Nos grandes centros, há fiscalização, policiamento e vigilância, mas pelo interior do país, será que não há muitas crianças, bem menores trabalhando no pesado, sem escola, descascando mandiocas com facões nas mãos, ou colocando carvão nos fornos nas fazendas, carregando lenha nas costas ou outras judiações, ou mesmo nas cidades grandes, onde os pais não tem como manter os filhos ocupados fora do horário da escola, e não há infra estrutura oferecida pelo governo para mante-los fora da rua, então arrumam logo um emprego fácil e rentável. Roubar, vender drogas ou pedir esmolas nos semáforos. Aí podem.
Acho que os jovens, com um pouco de condições, só pensam em videogame, celulares incrementados, ipods e outros modernismos. Só sabem sobre os seus direitos e nada sobre os deveres, e estamos assistindo a total falta de respeito com os professores, e em muitos casos protegidos pelos pais, que são dominados pelos filhos, até porque estão com medo deles, tanto que são tratados com terríveis palavrões e ameaças, diante de quem quer que seja.
Li e admirei recentemente um artigo que aqui repasso:
O aluno processa o professor e pede indenização – por meio dos pais – por ter tomado o seu celeular. Durante a aula, o aluno estava diante do professor com o celular e fones de ouvido curtindo músicas.Os pais pleitearam a indenização sob a alegação de que o filho, pela aatitude do professor, foi exposto ao constrangimento e sofreu danos morais, sentimento de impotência, revolta e desgaste físicoe emocional. O Mmo Juiz Eliezer Siqueira de Souza Jr, da 1ª. Vara Cível da Comarca de Tobias Barreto – negou o direito aos pais que pleiteavam a indenização, com a seguinte resposta:
“O professor é o indivíduo vocacionado a tirar outros indivíduos das trevas da ignorância. Da escuridão para as luzes do conhecimento, conectando-o como pessoa qiue pensa e existe.
O magistrado se solidarizou com o professor e disse que ensinar é um sacerdócio e uma recompensa. Hoje parece um carma. O juiz considerou, ainda, que o aluno descumpriu uma norma de convivência que proíbe o uso de celular durante a aula, alé de desobedecer reiteradamente o comando do professor, ainda considera que não houve abalo moral, já que o aluno não utiliza o celular para trabalhar, estudar ou praticar qualquer atividade.
Julgar procedente esta ação seria uma bofetada na reserva moral e educacional do país privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas e aos BBBs. A ostentação e os bullyings intelectivo, o ócio improdutivo, e, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares brasileiros e destruindo valores éticos e morais.”
Na minha opinião, isso é resultado dessas hipócritas atitudes dos governantes que fazem leis por demagogia e para impressionar aos que só sabem concordar e não analisam as consequências de nada, e a mídia fica ouvindo opiniões de outros hipócritas, que nem sabem do que estão falando, como alguns que ouvi dia destes, sendo uma artista celebridade da maior emissora de TV, formadora de opinião, e de um político dos mais cínicos e mal caráter, dando sua “ valiosa consideração “.
Toni Gonçalves, psicanalista
Secom/CPP
