Uma palavra-chave exprime bem um dos desafios de hoje: a interatividade. Não funciona mais a situação em que apenas um fala e o outro somente ouve. O modelo de sala de aula como conhecemos, modelo ainda da sociedade industrial, terá de ser refeito. Ainda não sabemos exatamente como e o que deve substitui-lo, mas é certo de que o modelo não corresponde mais à realidade e deverá ser superado. Esta é uma reflexão que vem tomando a atenção de muitos especialistas. Em meio a tantas mudanças e novas demandas, sabemos que o novo modelo terá certamente maior interatividade. E as mídias sociais já estão contribuindo para isso.

 

A revolução tecnológica propiciou maior aproximação de tudo com todos, uma simultaneidade na troca de informações e ninguém se contenta mais com o pouco que tem, tal a abundância de informações que circulam livremente pela Internet. Sites especializados em temas diversos, textos, documentos, livros em pdf, fac-similes, áudios, vídeos, músicas de todas as tendências e épocas, essa riqueza toda disponível facilmente por pessoas de todas as idades, encantam a todos.

 

Tudo isso requer de nossos professores e demais profissionais da educação uma maior agilidade mental, um melhor domínio de todas estas mídias, para que elas estejam a serviço da educação, para que seja efetivamente possível melhor ensinar, em qualquer nível. Desde criança até a fase adulta, a interatividade se faz necessárias, não apenas para a aquisição de conteúdos, mas também para que os relacionamentos possam ser mais enriquecedores. Tudo isso nos dá esperança de que vivemos realmente tempos promissores, mas não sabemos que nova sociedade e cultura sairão como resultado de todas estas transformações. O certo é que os desafios estão aí e temos que encontrar formas de aproveitar os aspectos positivos desta realidade, de tão grandes potencialidades.

Por Valmor Bolan é doutor em sociologia

Secom/CPP